Bradesco e BNDES lançam a Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono
- Redação

- Jan 19
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Com foco na realidade local e no "Sul Global", nova empresa deve iniciar operações em 2026; mercado potencial é estimado em US$ 2 bilhões

SÃO PAULO – Em um movimento estratégico para consolidar o Brasil como líder no mercado ambiental, o Bradesco e o BNDES anunciaram, nesta terça-feira (11), a criação da Ecora, uma certificadora nacional de créditos de carbono. O projeto, desenvolvido em parceria com o Fundo Ecogreen e a multinacional de engenharia Aecom, surge com a missão de criar metodologias robustas adaptadas às características do bioma brasileiro.
Embora o aporte financeiro total e a fatia de cada sócio ainda não tenham sido revelados — pendentes da entrada de outros dois parceiros —, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, confirmou que a instituição financeira terá participação minoritária. A previsão é que a Ecora esteja plenamente operacional em meados de 2026.
Brasil como Hub Global
Segundo Noronha, a iniciativa visa preencher uma lacuna de soberania metodológica. "O País precisa de uma metodologia robusta que reconheça a realidade local", afirmou o executivo, projetando que o Brasil pode se tornar o principal hub de soluções de carbono do mundo. Atualmente, o mercado potencial para este setor é estimado em US$ 2 𝑏𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠.
Aliança das Florestas Tropicais
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reforçou que a Ecora deve olhar para além das fronteiras brasileiras, com foco no "Sul Global". Mercadante defendeu a articulação entre os países detentores das maiores florestas tropicais do planeta: Brasil, Indonésia e Congo (os chamados BICs).
“Já temos os BRICs, agora precisamos criar o BICs. Logo teremos o BICs das certificadoras”, declarou Mercadante, destacando a importância da diplomacia ambiental para a COP-30, que será realizada em Belém.



