Cemig anuncia aquisição total de hidrelétrica em nova operação de R$ 36 milhões
- Redação

- Jan 22
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A conclusão do negócio depende das aprovações da Aneel e do Cade

A Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) deu um passo decisivo em seu planejamento estratégico ao anunciar a aquisição dos 51% restantes da PCH Pipoca. O investimento de R$ 36,3 milhões permite que a estatal mineira assuma 100% da Pequena Central Hidrelétrica, que já se encontra em plena operação comercial.
A operação foi formalizada após a Cemig exercer seu direito de preferência, adquirindo a participação que pertencia à Serena (antiga Omega Energia).
A Estratégia por Trás dos Números
Diferente de movimentos anteriores de desinvestimento em ativos menores, esta aquisição sinaliza uma mudança de postura da companhia para reforçar seu lastro de energia. Analiticamente, a compra da PCH Pipoca revela três pontos fundamentais:
Consolidação de Ativos Operacionais: Ao deter a totalidade da usina, a Cemig simplifica a governança e a gestão operacional de um ativo que já conhece e opera, eliminando custos de estrutura compartilhada.
Foco em Geração Própria: A empresa vem enfrentando desafios no segmento de Geração e Transmissão (G&T), que registrou recuos em balanços recentes. Aumentar a capacidade própria ajuda a mitigar a necessidade de compra de energia a preços de mercado voláteis.
Custo de Aquisição Atrativo: O valor de R$ 36,3 milhões é considerado estratégico para uma unidade em operação, garantindo fluxo de caixa imediato sem os riscos de construção de novos empreendimentos.
Próximos Passos e Governança
Embora o contrato de compra e venda tenha sido assinado, a conclusão efetiva do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais em grandes transações do setor elétrico:
Aprovação do CADE: O Conselho Administrativo de Defesa Econômica avaliará se a concentração de mercado fere a livre concorrência.
Anuência da ANEEL: A Agência Nacional de Energia Elétrica precisa validar a transferência de controle societário da outorga.
Este movimento ocorre em um contexto de grandes investimentos da estatal, que projeta aplicar cerca de R$ 17 bilhões em seus ativos de GT até 2027, buscando retomar o protagonismo no cenário nacional.



