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O Relógio da Sucessão: Por que 2026 é o ano divisor de águas para o seu patrimônio?

Muitos empresários com quem converso aqui no Pará compartilham um sentimento comum: o de que "estão sempre correndo contra o tempo". Mas, em 2026, essa máxima deixou de ser uma força de expressão para se tornar uma realidade contábil e jurídica.


Estamos vivendo o desfecho da transição da Reforma Tributária. Se até pouco tempo o planejamento sucessório era visto como algo "para o futuro" ou "apenas para bilionários", as novas regras do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) mudaram o jogo.


O fim da "janela de oportunidade"


O ponto central que quero trazer aos amigos leitores e empresários é a progressividade obrigatória. Com as alíquotas de imposto sobre herança e doação agora escalonadas, o custo de transferir o patrimônio construído com décadas de suor pode saltar de forma drástica de um ano para o outro.


Não se trata apenas de pagar imposto; trata-se da liquidez da sua família. Quantas histórias conhecemos de herdeiros que precisaram vender bens a preço de mercado depreciado apenas para pagar os custos do inventário?


A Holding como Estratégia de Perenidade, não apenas Blindagem


No SAA, sempre defendemos que a estruturação societária vai muito além de "proteger bens". Ela é sobre organização de fluxo. Ao migrar o patrimônio da pessoa física para uma estrutura de Holding em 2026, o empresário consegue:


- Travar o valor de avaliação: Integralizar imóveis e ativos pelo valor histórico, evitando a tributação sobre o valor de mercado atualizado que as novas normas fiscais impõem.


- Blindagem Eficaz: Proteger o patrimônio pessoal de riscos operacionais da empresa, desde que feito de forma preventiva (o que chamamos de Compliance Patrimonial).


- Gestão Profissional: Preparar a sucessão sem que a empresa pare. Os filhos e sócios já sabem o "manual de instruções" do negócio antes mesmo de qualquer fatalidade.


Um olhar para o Pará


Nossa região viveu um momento único com a COP 30 e a valorização imobiliária em Belém e no interior. O empresário paraense precisa entender que patrimônio imobilizado e desorganizado é patrimônio vulnerável.


Eu acredito que o papel do advogado empresarial moderno não é apenas resolver problemas, mas evitar que eles nasçam. E em 2026, evitar o problema significa agir antes que o calendário fiscal feche as portas para a eficiência tributária.

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