Ranking do Aluguel: Saiba quais capitais brasileiras têm os maiores índices de atraso
- Redação

- Jan 22
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O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com uma notícia positiva: a inadimplência locatícia atingiu o menor nível em sete meses, fechando em 3,44% em janeiro. Contudo, o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica revela que o "equilíbrio" nacional esconde abismos regionais profundos.
Enquanto algumas capitais operam com taxas saudáveis, outras enfrentam crises de pagamento que superam o dobro da média nacional. Confira abaixo o ranking baseado nos dados consolidados mais recentes de 2025/2026.
1. As Capitais com Maiores Índices (Alerta Vermelho)
As capitais do Norte e Nordeste dominam o topo do ranking de atrasos. Fatores como o comprometimento de renda e a alta dos preços acima da inflação explicam o fenômeno.
Maceió (AL): Liderou picos recentes com uma taxa alarmante de 6,21%. É a capital com o maior desafio de recebimento no país conforme registros de 2025.
Manaus (AM): Representa a região Norte, que registrou a segunda maior taxa do Brasil em dezembro (aprox. 5,40%).
João Pessoa (PB): O estado da Paraíba manteve-se no topo durante quase todo o ano de 2025, com a capital registrando índices superiores a 5,1%.
2. As Capitais do Sudeste e Centro-Oeste (Estabilidade)
Nestas regiões, o mercado é impulsionado pela verticalização (mais apartamentos e menos casas), o que naturalmente reduz a inadimplência.
São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ): Flutuam próximas à média nacional, em torno de 3,42%.
Goiânia (GO) e Brasília (DF): O Centro-Oeste registrou uma média regional de 3,12%, sendo considerado um mercado de baixo risco.
3. As Capitais Mais "Adimplentes" (Destaque Positivo)
O Sul do Brasil consolidou-se como o "porto seguro" para proprietários de imóveis.
Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS): Ajudam a puxar a média regional para apenas 3,28%, a menor do país. Curitiba, especificamente, é citada como uma das cidades que mais vendem imóveis, refletindo um mercado girando com confiança.
Ranking por Região (Média Mensal)
Região | Índice de Inadimplência | Tendência (2026) |
Nordeste | 5,97% | Estável (Alta) |
Norte | 5,40% | Queda leve |
Centro-Oeste | 3,12% | Estável |
Sudeste | 3,42% | Queda |
Sul | 3,28% | Estável (Baixa) |
Por que a variação é tão grande?
A Superlógica aponta que o tipo de imóvel é crucial: contratos de apartamentos têm apenas 2,23% de inadimplência, enquanto imóveis comerciais sobem para 4,65%. Como as capitais do Sul e Sudeste são mais verticalizadas, elas tendem a apresentar melhores números no índice.



