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Ranking do Aluguel: Saiba quais capitais brasileiras têm os maiores índices de atraso

Ranking do Aluguel

O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com uma notícia positiva: a inadimplência locatícia atingiu o menor nível em sete meses, fechando em 3,44% em janeiro. Contudo, o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica revela que o "equilíbrio" nacional esconde abismos regionais profundos.


Enquanto algumas capitais operam com taxas saudáveis, outras enfrentam crises de pagamento que superam o dobro da média nacional. Confira abaixo o ranking baseado nos dados consolidados mais recentes de 2025/2026.


1. As Capitais com Maiores Índices (Alerta Vermelho)


As capitais do Norte e Nordeste dominam o topo do ranking de atrasos. Fatores como o comprometimento de renda e a alta dos preços acima da inflação explicam o fenômeno.


  • Maceió (AL): Liderou picos recentes com uma taxa alarmante de 6,21%. É a capital com o maior desafio de recebimento no país conforme registros de 2025.

  • Manaus (AM): Representa a região Norte, que registrou a segunda maior taxa do Brasil em dezembro (aprox. 5,40%).

  • João Pessoa (PB): O estado da Paraíba manteve-se no topo durante quase todo o ano de 2025, com a capital registrando índices superiores a 5,1%.


2. As Capitais do Sudeste e Centro-Oeste (Estabilidade)


Nestas regiões, o mercado é impulsionado pela verticalização (mais apartamentos e menos casas), o que naturalmente reduz a inadimplência.


  • São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ): Flutuam próximas à média nacional, em torno de 3,42%.

  • Goiânia (GO) e Brasília (DF): O Centro-Oeste registrou uma média regional de 3,12%, sendo considerado um mercado de baixo risco.


3. As Capitais Mais "Adimplentes" (Destaque Positivo)


O Sul do Brasil consolidou-se como o "porto seguro" para proprietários de imóveis.


  • Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS): Ajudam a puxar a média regional para apenas 3,28%, a menor do país. Curitiba, especificamente, é citada como uma das cidades que mais vendem imóveis, refletindo um mercado girando com confiança.


Ranking por Região (Média Mensal)

Região

Índice de Inadimplência

Tendência (2026)

Nordeste

5,97%

Estável (Alta)

Norte

5,40%

Queda leve

Centro-Oeste

3,12%

Estável

Sudeste

3,42%

Queda

Sul

3,28%

Estável (Baixa)

Por que a variação é tão grande?


A Superlógica aponta que o tipo de imóvel é crucial: contratos de apartamentos têm apenas 2,23% de inadimplência, enquanto imóveis comerciais sobem para 4,65%. Como as capitais do Sul e Sudeste são mais verticalizadas, elas tendem a apresentar melhores números no índice.

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