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Sucessão Patrimonial: Transferência de Bens entre Gerações

Um dos temas em alta no planejamento financeiro é o processo envolvido na transferência de bens entre gerações, conhecido como Sucessão Patrimonial.


A cada ano, vemos no mercado financeiro uma profissionalização dessa abordagem, haja vista que as finanças familiares e empresariais podem evoluir de maneira mais segura ao abordarmos temas amplos na gestão de risco, que vai além dos ativos de investimentos disponíveis nas plataformas.


Desde a constituição de holdings, passando pela previdência privada e seguros de vida, a sucessão é um assunto que demanda um atendimento multidisciplinar em busca da melhor estratégia para aquele que constituiu o patrimônio.


Estima-se que o custo de inventário no Brasil possa variar entre 15 a 20% do patrimônio, podendo ser mais a depender da complexidade e localização dos bens (imóveis em diferentes estados ou países, por exemplo). Isso significa dizer que para cada R$1 milhão, seja em investimentos, imóveis, participações societárias ou outros, os herdeiros precisarão de cerca de R$150 mil para transferi-los para seus nomes.


É comum que o patriarca ou matriarca que construiu o patrimônio ao longo de décadas de trabalho, não tenha tido o tempo necessário ou orientação profissional para realizar estes levantamentos que, comumente, podem se tornar valores de difícil acesso à próxima geração ou mesmo ao próprio cônjuge.


As holdings são assunto recorrente entre aqueles que possuem patrimônio imobiliário. Elas funcionam como uma forma de organizar e simplificar a transferência de bens, além de possuírem aspectos que podem trazer maior eficiência financeira e tributária às famílias. Um ponto de atenção é que o levantamento de sua viabilidade deve ser minucioso e direcionado, uma vez que há custos de constituição e manutenção que precisam estar claros.


Atualmente no Brasil, as previdências privadas ainda permanecem como uma boa solução para o processo. Estes instrumentos financeiros não passam por inventário, o que facilita o acesso aos herdeiros que precisarão dos recursos. O mercado financeiro evoluiu bastante nos últimos anos, puxado por novos entrantes como as corretoras de valores, e pode-se encontrar excelentes opções de investimento que ainda trarão este benefício. Imperativo ressaltar que em 2025 houve um novo regramento para os aportes acima de R$50 mil mensais, em que incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na alíquota de 5%.


O seguro de vida tem ocupado um espaço cada vez maior no planejamento sucessório. Segundo a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), de janeiro a outubro de 2025, os seguradoras pagaram às famílias mais de R$7,6 bilhões. Apesar do número expressivo, apenas 18% da população brasileira possui algum tipo de cobertura. Em contraste, a Westhern & Southern Financial Group, identificou que 51% da população norte americana está coberta. Essas estruturas permitem o pagamento rápido aos herdeiros e os valores podem ser estipulados de acordo com o planejamento, podendo incluir apenas os custos de inventário ou até mesmo valores superiores com o intuito de proteger dependentes financeiros, como o custeio da educação de filhos.


Dentro de um bom planejamento financeiro, sempre haverá uma preocupação com o legado que se deseja deixar às próximas gerações. Conversar sobre este tema delicado, é expressar preocupação com aqueles que se quer bem e um ato de maturidade financeira que transcende ao nosso tempo.


Davi Gomes é assessor de investimentos especialista em Sucessão Patrimonial & Proteção Financeira, certificado pela Ancord e SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).

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