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Do chão de fábrica ao comando global: conheça o novo CEO da Disney

Josh D’Amaro
(Foto: Reprodução)

A era de Bob Iger na The Walt Disney Company já tem data para terminar. O conselho de administração anunciou que Josh D’Amaro, atual presidente da divisão de Disney Experiences, assumirá como CEO em 18 de março de 2026. Com 28 anos de casa, D’Amaro venceu uma corrida interna acirrada para se tornar o nono líder na centenária história da empresa.


O Histórico: Do Chão de Fábrica ao Comando Global


D’Amaro não é um estranho para os fãs ou investidores. Ele iniciou sua jornada na Disney em 1998, no departamento de contabilidade da Disneyland, na Califórnia. Ao longo de quase três décadas, escalou a hierarquia através de uma trajetória marcada pela proximidade com o público e funcionários (os "cast members"):


  • Liderança nos Parques: Foi presidente do Disneyland Resort e, posteriormente, do Walt Disney World em Orlando, onde supervisionou a abertura de expansões bilionárias como Star Wars: Galaxy’s Edge.

  • O Motor de Lucro: Desde 2020, como chefe da Disney Experiences, ele comandou o braço mais lucrativo da empresa, gerando receitas anuais de US$ 36 bilhões e lucros recordes mesmo após os desafios da pandemia.

  • Visão de Futuro: Recentemente, D’Amaro liderou o anúncio de um plano de investimento de US$ 60 bilhões em parques e cruzeiros para a próxima década, além da parceria estratégica com a Epic Games (Fortnite).


Os Desafios: Além da Magia e das Montanhas-Russas


Apesar de seu sucesso operacional, D’Amaro enfrentará um cenário complexo que exige habilidades fora de sua zona de conforto tradicional:


  1. Streaming e TV Tradicional: Enquanto os parques prosperam, a Disney ainda navega pela transição do cabo para o streaming. O novo CEO precisará equilibrar a lucratividade do Disney+ com o declínio da TV linear e o futuro da ESPN no mundo digital.

  2. Inteligência Artificial (IA): A Disney aposta na IA generativa para otimizar custos de produção e criar novas experiências imersivas, um campo tecnológico onde D’Amaro precisará provar sua visão estratégica.

  3. Relacionamento com Hollywood: Visto por alguns como um executivo de "operação", ele terá que conquistar o respeito criativo de produtores e diretores. Para mitigar isso, a Disney nomeou Dana Walden como Diretora Criativa (CCO), que será sua principal aliada no braço de entretenimento.

  4. Clima Político: O executivo herdará o desafio de navegar por pressões regulatórias e políticas, especialmente nos EUA, mantendo a neutralidade da marca sem alienar sua base de consumidores diversa.


D'Amaro terá o apoio de Bob Iger, que permanecerá como conselheiro sênior até o final de 2026 para garantir que o "felizes para sempre" da sucessão não seja interrompido por turbulências.

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