Fim da 6x1 pode gerar custo extra de R$ 23 bi por ano na indústria de alimentos
- Redação

- Mar 5
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A possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas poderá aumentar os custos da indústria alimentícia em aproximadamente R$ 23 bilhões anuais, conforme estimativas do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), João Dornellas. Essa análise leva em conta o impacto da redução de horas trabalhadas sem alteração no nível de remuneração.
Dornellas considera que o debate sobre a mudança na jornada de trabalho é legítimo, mas destaca a importância de levar em conta as especificidades de cada setor e adotar uma implementação gradual para minimizar impactos bruscos nos custos e nos preços.
Ele explicou à imprensa que compreende o valor do diálogo sobre modernização da jornada e a relevância de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. No entanto, para o executivo, transformações com essa magnitude demandam base técnica, previsibilidade e respeito às características individuais de cada segmento.
Segundo Dornellas, o setor alimentício tem alta dependência de mão de obra, o que intensifica sua sensibilidade diante de alterações na jornada semanal. Ele alertou que essa mudança, mantendo os salários inalterados, inevitavelmente aumenta os custos, que poderão ser repassados ao consumidor.
O presidente também chamou a atenção para exemplos internacionais, onde a redução das jornadas foi realizada gradualmente, ao longo de dez ou até quinze anos, proporcionando adaptação para as empresas e economias locais.
Além disso, a Abia prega a necessidade de distinguir entre jornada e escala de trabalho, devido às particularidades na organização dos turnos conforme cada tipo de atividade econômica. Dornellas reforçou que, enquanto a jornada é regulamentada pela Constituição brasileira, a estrutura das escalas deve respeitar as dinâmicas específicas dos setores produtivos.



