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Franquia paraense de beleza fatura R$ 23 milhões e encara desafio de escalar cultura

há 13 horas
3 min de leitura
Franquia Hasegawa Studio de Beleza
Sócios da Hasegawa Studio de Beleza, franquia que nasceu em Belém do Pará (Foto: Germano Huders)

O Hasegawa Studio de Beleza registrou um crescimento expressivo ao longo de oito anos, expandindo-se de uma única unidade de 45 metros quadrados em Belém para uma rede com 13 endereços. Em 2025, a marca alcançou um faturamento de R$ 23 milhões operando 12 unidades, consolidando uma média atual de 15 mil atendimentos mensais. A história completa e os detalhes dessa trajetória de expansão podem ser lidos na matéria original da Exame.


Com a rápida expansão e a chegada ao mercado de São Paulo, a empresa passou a encarar o desafio de escalar sua cultura e padronizar processos. A grande questão para o negócio reside em reproduzir a experiência e o atendimento idealizados pelos fundadores à medida que a marca avança para novas regiões geográficas, reduzindo a dependência da presença física dos criadores.


Essa problemática serviu de ponto de partida para o episódio do programa Choque de Gestão, um projeto da Exame realizado em parceria com o Santander Empresas. No programa, os fundadores Jéssica e Eliezer receberam a mentoria da empresária Natália Beauty para traçar estratégias focadas em treinamento contínuo, relacionamento com o cliente e otimização da jornada digital.


A história da marca começou quando Eliezer, que atuava como contador e consultor, comprou dois salões de uma cliente. A operação foi assumida por Jéssica, que focou no relacionamento próximo com clientes e profissionais, enquanto ele cuidou da gestão financeira. Essa divisão de papéis moldou a identidade do negócio, mas tornou-se difícil de replicar quando o modelo de franquias foi adotado.


Atualmente, o Hasegawa Studio combina unidades próprias e franquias, contando com sete franqueados. O principal obstáculo apontado por Eliezer é fazer com que os novos gestores incorporem a essência da marca. Diante disso, a recomendação de Natália Beauty foi estruturar trilhas de capacitação contínuas e específicas para recepcionistas, técnicos e franqueados.


Além de perpetuar a cultura corporativa, o investimento em educação corporativa surge como uma solução para mitigar a escassez de mão de obra qualificada no setor de estética. Ao criar uma estrutura própria de formação, a rede consegue preparar novos profissionais e garantir que o padrão de atendimento seja mantido mesmo sem a supervisão direta de Jéssica e Eliezer.


Outro ponto crítico analisado foi a gestão de relacionamento com os clientes (CRM). Embora a rede já utilize sistemas operacionais, a análise de dados como frequência de compras, identificação de clientes recorrentes e comportamento de consumo entre diferentes unidades ainda dependia de processos manuais e planilhas, limitando o potencial de fidelização.


A implementação eficiente de uma ferramenta de CRM visa organizar as interações com base na periodicidade de cada serviço, gerando lembretes personalizados. De acordo com a mentoria, a comunicação deve focar em nutrir o cliente com conteúdo e acompanhamento pós-serviço, reduzindo o custo de aquisição de novos consumidores ao estimular o retorno dos atuais.


A transição para um modelo de rede exige também o suporte de parceiros estratégicos. O Santander Empresas atua oferecendo soluções financeiras integradas e meios de recebimento unificados para franqueados e franqueador, além de disponibilizar capacitação gerencial gratuita em áreas como inteligência artificial e marketing digital por meio do seu Programa Avançar.


Por fim, a jornada digital da marca foi otimizada para encurtar o caminho do cliente até o agendamento de serviços, eliminando etapas burocráticas em canais online. Essa facilidade no ambiente digital tornou-se essencial para o mercado de São Paulo, onde os mecanismos de busca e as avaliações na internet exercem maior peso na captação de clientes do que na praça de origem.

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