Galeão passa para as mãos da espanhola Aena após negócio de R$ 2,9 bilhões

A nova gestora, Aena, agora administra oficialmente o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão (GIG), assumindo a concessão até maio de 2039. Esta movimentação foi formalizada com a assinatura do contrato de aquisição das ações da concessionária, marcando a conclusão de um processo iniciado em março, quando a Aena venceu a venda assistida do Galeão com uma oferta de R$ 2,9 bilhões, conquistando assim o controle total da concessionária e encerrando a participação da Infraero.
A presença da Aena no Brasil se fortaleceu com essa aquisição, e agora ela gerencia 18 aeroportos no país, incluindo importantes terminais como Congonhas em São Paulo. No cenário internacional, a Aena opera em cinco países com um total de 81 aeroportos sob sua administração.
Para o Rio de Janeiro, a gestão integrada entre Galeão e Congonhas pode otimizar as operações e melhorar as conexões aéreas. A Aena vê essa integração como uma oportunidade para expandir as conexões domésticas e internacionais do terminal carioca.
O Galeão é um ativo crucial para a Aena devido ao seu tamanho e volume de passageiros. Em 2025, mais de 17 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto, sendo quase um terço viajantes internacionais, consolidando-o como o terceiro maior do Brasil em número de passageiros e o segundo em entrada aérea internacional. O aeroporto também gerenciou cerca de 68 mil toneladas de carga no ano.
A Aena planeja focar sua gestão do Galeão em quatro áreas principais: aumentar a eficiência operacional, melhorar a experiência dos passageiros, fortalecer o transporte de cargas e gerar valor econômico para a cidade e o estado do Rio. Uma meta importante é ampliar as ligações do Galeão com destinos nacionais e internacionais.
Maurici Lucena, presidente e CEO da Aena, destaca o papel estratégico do Galeão na conectividade aérea brasileira e o potencial do terminal para expandir suas ofertas de voo. Ele aponta também para a sinergia que pode ser criada com Congonhas sob a administração da Aena, melhorando operações e colaborações com companhias aéreas.
Este movimento encerra uma fase incerta na história do Galeão. A antiga administradora havia solicitado a devolução ao governo federal em 2022, resultando na construção de um modelo de venda assistida após a repactuação da concessão. No leilão realizado em 30 de março, com um lance inicial de R$ 932 milhões, a Aena se consagrou vencedora com uma oferta de R$ 2,9 bilhões. Além disso, será necessário que a concessionária compartilhe 20% da receita anual do aeroporto com a União até 2039.
A nova concessão alterou também algumas obrigações como a construção de uma terceira pista, que não será mais obrigatória segundo o contrato atual. Contudo, isso não impede que melhorias sejam feitas futuramente para acomodar a demanda projetada durante o período de concessão.









