JAC Motors, montadora de carros chinesa, fecha lojas no Brasil e tira modelos de linha
- Redação

- há 17 minutos
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A JAC Motors, uma das primeiras marcas chinesas a firmar presença no Brasil, está reduzindo suas operações no país. Dois modelos deixaram de ser ofertados e algumas concessionárias foram fechadas, um movimento que ocorre enquanto outros fabricantes chineses estão expandindo no mercado nacional. De acordo com Auto Esporte, os modelos E-JS4 e E-J7 foram descontinuados. As concessionárias indicaram que não há mais estoque nem previsão de chegada de novos lotes. O futuro do terceiro modelo, E-JS1, também é incerto, mas ainda disponível em algumas lojas como linha 2027.
A rede de concessionárias da JAC também diminuiu. Das cinco unidades antes anunciadas no site da marca, a loja em Brasília encerrou suas atividades, e em São Paulo, uma das duas unidades irá se unir à outra. Isso deixa a JAC com três pontos de venda oficiais: a matriz no bairro do Limão em São Paulo e unidades em Curitiba e Porto Alegre.
Esse cenário contrasta com o início de suas operações no Brasil em 2010, quando a marca chegou a abrir 50 lojas em um único dia. Embora a rede tenha encolhido, a empresa mantém 142 oficinas credenciadas no país.
A JAC está passando por um reposicionamento estratégico. A montadora desenvolveu um modelo de vendas online e à distância nos últimos dois anos, obtendo resultados positivos. Essa estratégia visa aumentar o alcance sem a dependência exclusiva da estrutura tradicional de concessionárias.
Agora, seu foco é o segmento de picapes, especialmente modelos a diesel e elétricos. A Hunter foi destacada como o principal produto da marca no segmento brasileiro, vendida na configuração 2025/2026, com preços a partir de R$ 219,9 mil.
O E-JS1 ainda não foi oficialmente retirado de linha, registrando 122 unidades emplacadas em 2026. No entanto, a ausência de sua menção na nova estratégia da JAC levanta dúvidas sobre sua continuidade no mercado brasileiro.
Os modelos elétricos descontinuados enfrentavam dificuldades de competitividade devido ao preço elevado comparado aos concorrentes. O E-JS4 era listado a R$ 254,9 mil e o E-J7 custava R$ 259,9 mil, enquanto competia com opções mais potentes e populares.
A trajetória da JAC no Brasil começou com grandes planos durante o Salão do Automóvel de 2010. Ela anunciou projetos ambiciosos como uma fábrica em Camaçari e outra tentativa em Goiás que não foram concretizados.
Frente ao avanço de novas marcas chinesas, a JAC opta por uma operação enxuta e vendas à distância, focando no mercado de picapes para manter sua posição no Brasil.





