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Musical sobre Fafá de Belém chega a Belo Horizonte

há 1 dia
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Musical sobre Fafá de Belém chega a Belo Horizonte
Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE (MG) — Os 50 anos de carreira de Fafá de Belém chegam ao teatro em um musical que percorre a infância da cantora no Pará, sua projeção nacional e episódios que marcaram sua trajetória artística e pessoal. “Fafá de Belém, o Musical” terá duas apresentações em Belo Horizonte, nos dias 18 e 19 de setembro, às 20h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.


Quatro atrizes representam Fafá em diferentes momentos. Laura Saab, neta da cantora, e Clarah Passos dividem a interpretação da artista na infância; Helga Nemetik assume a fase adulta e a consolidação da carreira; e Lucinha Lins representa Fafá nos dias atuais.


Com texto e roteiro musical de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche e direção artística de Gasparani, o espetáculo utiliza músicas, acontecimentos históricos e referências à cultura amazônica para reconstruir a trajetória da cantora.


A narrativa se desenvolve a partir de três planos. No presente, Fafá participa da gravação de um documentário sobre seus 50 anos de carreira no Teatro da Paz, em Belém. A partir daí, a montagem retorna à infância e acompanha posteriormente a construção da carreira que levou a artista para fora do Pará.


A Amazônia ocupa espaço importante no primeiro ato. Lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tamba Tajá aparecem entre as referências utilizadas para apresentar a formação cultural, familiar e religiosa da cantora.


O repertório dessa parte inclui músicas como “Amazônia”, “Pauapixuna”, “Bom dia Belém”, “Foi assim”, “Filho da Bahia”, “Cavalgada” e “Ave Maria”. O Círio de Nazaré e o encontro de Fafá com o papa também aparecem na montagem.


O segundo ato acompanha uma Fafá já reconhecida nacionalmente. A participação da cantora no movimento das Diretas Já é um dos episódios retratados.


A relação da artista com Portugal, sua aproximação com diferentes públicos e momentos posteriores da discografia também entram na narrativa. Uma cena com artistas drag queens utiliza canções como “Abandonada”, “Meu Homem”, “Memórias” e “Sob Medida”.


O repertório passa ainda por “Coração do Agreste”, “Bilhete”, “Nuvens de Lágrimas” e “Emoriô”. O encerramento retoma referências do Norte do país com o Boi de Parintins e “Vermelho”, uma das músicas mais associadas à cantora.


A idealização e a produção artística são de Jô Santana, com pesquisa de Rodrigo Faour e direção musical de Marcelo Alonso Neves. O espetáculo tem duração de 2h40, incluindo intervalo de 15 minutos.


Em Belo Horizonte, a montagem integra a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2026. As apresentações serão realizadas na sexta-feira (18) e no sábado (19), às 20h.


Os ingressos inteiros custam entre R$ 50 e R$ 190, dependendo do setor. As meias-entradas e os valores destinados a clientes Sesc variam de R$ 25 a R$ 95.

A classificação indicativa é de 12 anos.


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