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Empresa vai levantar quase R$ 1 bi para restaurar áreas na Amazônia

há 11 horas
3 min de leitura

No dia da árvore, empresa anuncia nova meta bilionária para o reflorestamento da Amazônia


Amazônia dia da árvore
Gabriel Haddad, fundador da Mombak - Divulgação

A Mombak, uma gestora de crédito de carbono especializada em restauração florestal, está entrando em uma fase de expansão significativa. Após ter sucesso no reflorestamento de 27 mil hectares na Amazônia através de seu primeiro fundo de investimento e um empréstimo do BNDES, a empresa está agora mobilizando novas operações para levantar quase R$ 1 bilhão destinados a mais investimentos na recuperação de florestas.


A companhia já assegurou a aprovação de R$ 200 milhões do BNDES por meio do Fundo Clima, especificamente na linha de Florestas Nativas e Recursos Hídricos. Paralelamente, está no processo de lançar seu segundo fundo de investimentos com o objetivo de captar US$ 150 milhões (cerca de R$ 750 milhões).


Segundo Gabriel Haddad, fundador da Mombak, que manteve sigilo sobre o valor exato e os participantes, a primeira captação já ocorreu em setembro. A empresa já recebeu indicações de investimento que ultrapassam sua meta de captação.


O fundo também foi selecionado pela BNDESPar em uma chamada pública para investimentos em fundos de mitigação climática e está atualmente em avaliação final. Se aprovado, deverá receber pelo menos R$ 250 milhões desse braço do banco.


Haddad comentou que é animador ver o governo incentivando a restauração florestal. Ele acredita que tanto o financiamento do BNDES quanto o novo fundo representam o início de uma nova fase para a Mombak e potencialmente para todo o setor.


Com seu primeiro fundo, a Mombak arrecadou US$ 120 milhões, o suficiente para reflorestar 27 mil hectares. Se os recursos do novo fundo e do financiamento do BNDES forem investidos proporcionalmente, a empresa planeja reflorestar aproximadamente 42 mil hectares adicionais.


Nesta nova fase, a Mombak prevê melhorias significativas nas operações. Desde sua criação, tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento, permitindo avançar no entendimento sobre gestão de plantio, tipos de solo e seleção das melhores espécies para reflorestamento.


Esses esforços resultaram em uma capacidade de captura de carbono 1,8 vez maior do que o inicialmente previsto. Em geral, a floresta nativa na Amazônia pode capturar 650 toneladas de carbono por hectare por ano, e a Mombak já superou essas expectativas.


Neste ano, a empresa planeja gerar 100 mil toneladas de créditos. Isso foi facilitado pela nova certificadora escolhida, a Isometric.


Com o aumento na eficiência da captura de carbono, o custo médio das operações da Mombak diminuiu, benefício que está sendo passado para os clientes.


Recentemente, a Mombak começou a entregar créditos aos compradores com os quais tem contratos de longo prazo, com dois anos de antecipação. Agora, formalizou um novo contrato também em regime de longo prazo com a Salesforce. Segundo Haddad, a demanda é crescente, tornando difícil decidir para quem vender.


Esses contratos de longo prazo proporcionam segurança ao setor e atraem financiadores, aliviando um dos maiores obstáculos anteriores: a garantia financeira.


De acordo com Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, o gargalo relativo às garantias já foi superado. Atualmente, sete bancos oferecem fiança para financiamentos do setor junto ao banco, com mais duas instituições planejando se juntar em breve.


O BNDES também está promovendo leilões significativos para compra de créditos de carbono, incentivando contratos que podem servir como garantias confiáveis para financiamentos. No primeiro leilão realizado pelo banco, a Petrobras adquiriu 5 milhões de créditos.


Atualmente, está aberta a chamada para o segundo leilão do BNDES, que deverá incluir um grupo de compradores e envolver até R$ 6 bilhões em créditos de carbono.

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