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Governo articula aprovação do fim da escala 6x1 antes do segundo turno das eleições

há 3 horas
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Os aliados estão se mobilizando para conseguir 54 assinaturas necessárias para aprovar um calendário especial na quarta-feira e promulgar a PEC antes do segundo turno das eleições


Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado Federal está se preparando para votar nesta quarta-feira, 14, o primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1.


Sob a liderança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a base governista trabalha pela aprovação de um calendário especial que permita realizar os dois turnos de votação no mesmo dia, possibilitando a promulgação imediata da proposta.


Para superar a norma regimental que exige três sessões de discussão entre o primeiro e o segundo turno, a liderança aliada, coordenada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), busca o apoio de pelo menos 54 senadores ou dos líderes partidários que representem essa bancada. Se o requerimento for aprovado no plenário, a votação final acontecerá antes das eleições em 25 de outubro.


A oposição está considerando estratégias regimentais para adiar a deliberação do texto. A principal tática inclui a apresentação de emendas de plenário, o que faria com que a matéria retornasse à Câmara dos Deputados, interrompendo o processo na fase final da campanha eleitoral.


Ao mesmo tempo, parlamentares de direita estão pedindo a análise de um texto alternativo proposto pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que sugere a remuneração flexível por hora trabalhada em vez da redução da jornada semanal. No entanto, alguns líderes da oposição admitem reservadamente que o forte apelo popular da proposta pode levar membros da bancada, como ocorreu na Câmara, a votarem a favor do fim da escala 6x1.


O avanço no trâmite conta com o apoio direto de Davi Alcolumbre, que vê na votação uma chance de oferecer uma vantagem eleitoral significativa à candidatura de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse movimento também está ligado à construção de apoio interno para as eleições da nova Mesa Diretora do Senado no próximo ano.


Além da PEC da jornada de trabalho, o Senado deverá votar nesta semana a PEC da Segurança Pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As duas pautas são prioridades legislativas do Palácio do Planalto antes do segundo turno.

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