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Governo de São Paulo assina contrato de R$ 6 bilhões para implantação de novo Centro Administrativo

há 41 minutos
3 min de leitura

Contrato de 30 anos prevê sete edifícios, dez torres, restauro de 17 imóveis tombados, novo terminal de ônibus e 25 mil m² para comércio e serviços


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Foto: Divulgação

Governo de São Paulo assinou o contrato da PPP de R$ 6 bilhões para implantação do novo Centro Administrativo Campos Elíseos, projeto que concentrará cerca de 22 mil servidores estaduais atualmente distribuídos por quase 40 endereços da capital.


Firmado nesta quinta-feira, 22 de outubro, o contrato terá duração de 30 anos e prevê sete edifícios, dez torres, restauro de 17 imóveis tombados, um novo terminal de ônibus e 25 mil m² destinados a comércio e serviços.


O novo centro administrativo concentrará o gabinete do governador, secretarias e outros órgãos estaduais atualmente distribuídos pela cidade.


Além dos espaços administrativos, o projeto prevê teatro, auditórios, salas multiuso e outras estruturas.


Durante os 30 anos da concessão, o parceiro privado ficará responsável pela operação e manutenção do complexo, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.


A remuneração estará vinculada ao desempenho e ao cumprimento dos parâmetros estabelecidos no contrato.


O contrato foi firmado com a Concessionária Novo Centro SP, vencedora do leilão realizado em 26 de fevereiro na B3.


A empresa apresentou proposta com desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima de R$ 76,6 milhões.


A PPP foi estruturada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias.


A implantação também inclui uma ampla intervenção urbana nos Campos Elíseos.


O projeto prevê o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.


Outros 25 mil m² serão destinados a comércio e serviços, adicionando novas atividades econômicas ao entorno do complexo administrativo.


Também está prevista a construção de um novo terminal de ônibus para ampliar a integração da região central com o transporte público.


Os novos edifícios deverão obter a certificação internacional LEED Gold e contar com soluções de eficiência energética, térmica e ambiental.


O projeto arquitetônico foi escolhido por concurso público nacional organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento de São Paulo.


A proposta vencedora é do escritório Ópera Quatro Arquitetura, responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo.


A implantação do complexo tem estimativa de gerar 38 mil empregos durante a fase de obras.


Nas atividades de comércio e serviços previstas para o empreendimento, a projeção é de 2,8 mil vagas formais.


A futura concentração de aproximadamente 22 mil servidores também deverá aumentar o fluxo diário de trabalhadores e consumidores na região.


Após a assinatura do contrato, a primeira etapa será dedicada aos planos da concessão, projetos básico e executivo, licenciamento e demais procedimentos necessários à implantação.


Ainda no primeiro ano estão previstas intervenções no Terminal Luz, além do início das desapropriações.


No segundo ano, o cronograma contempla a conclusão dos estudos e projetos executivos, a entrega do Terminal Luz e o término das desapropriações e do reassentamento.


A partir do terceiro ano começam as obras das quadras 24 e 25, da urbanização, da praça e das quadras 34, 46, 48 e 52.


As primeiras entregas estão programadas para o quarto ano, período em que também deverá ocorrer o restauro dos imóveis tombados. A conclusão das demais quadras está prevista para o quinto ano.


A concentração da estrutura administrativa estadual é acompanhada por intervenções em mobilidade, patrimônio histórico, áreas verdes e atividade comercial.


Pesquisa Datafolha com 1.564 entrevistados na capital apontou que 64% consideram a mudança ótima ou boa.


Entre moradores ou trabalhadores da região central, 83% afirmaram acreditar em melhora da segurança e 80% esperam melhora na limpeza urbana.


Com investimento estimado em R$ 6 bilhões, o projeto combina uma nova estrutura para o governo estadual com uma intervenção urbana de grande escala nos Campos Elíseos.


As informações foram divulgadas pela Agência SP

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