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Inteligência artificial lidera prioridades dos CEOs para 2026

Estudo da EY-Parthenon revela que a IA se consolida como pilar da transformação empresarial, impulsionando crescimento, inovação e mudanças estruturais nas organizações

 

Abril de 2026 – Para 2026, a inteligência artificial e as soluções digitais lideram as prioridades dos CEOs brasileiros, sendo apontadas por 30% dos executivos como essenciais para o crescimento. A gestão eficiente de custos aparece em segundo lugar, com 18%, seguida pelo aprofundamento de parcerias (14%), diversificação das cadeias de suprimentos (12%) e gestão de riscos geopolíticos (10%). Os dados são da mais recente edição do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon.

 

Nesse cenário, a tecnologia, especialmente a IA, consolida-se como pilar central da transformação empresarial, já apresentando resultados concretos: 24% das empresas relatam impactos muito acima do previsto em receita e eficiência, 36% registram resultados superiores ao esperado e 34% confirmam desempenho em linha com as projeções iniciais.

 

A adoção da IA vem sendo conduzida de forma estruturada e responsável, com 64% das empresas atribuindo responsabilidades claras em nível de diretoria e conselho, incluindo aspectos éticos, retorno sobre investimento e impactos na força de trabalho. Ao contrário de temores recorrentes, a tecnologia não é vista como fator de redução de empregos: 52% dos líderes discordam dessa possibilidade, enquanto 48% acreditam que os investimentos devem manter ou ampliar contratações. Além disso, 46% das organizações afirmam priorizar a implementação ética e responsável da IA, mesmo que isso implique menores ganhos no curto prazo, reforçando o compromisso com crescimento sustentável e responsabilidade corporativa.

 

"A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa e já se consolidou como motor real de crescimento e transformação. O estudo mostra que os CEOs brasileiros reconhecem não apenas o potencial da tecnologia para gerar eficiência e receita, mas também a importância de uma adoção ética e responsável. Esse equilíbrio entre inovação e responsabilidade será determinante para que as empresas se mantenham competitivas e sustentáveis em um cenário de rápidas mudanças", diz Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon.

 

Nos próximos dois anos, a IA deve reformular modelos de negócios e operações, com 36% das empresas prevendo impacto transformador, 50% acreditando em mudanças significativas e 12% projetando efeitos moderados. O aprendizado de máquina desponta como principal força dessa transformação, citado por 61% das empresas, enquanto a inteligência artificial generativa já é considerada essencial por 43%.

 

Outras tecnologias complementam esse ecossistema: processamento de linguagem natural e IA física são mencionados por 33% dos executivos, e agentes autônomos por 29%. Apesar do avanço, os desafios permanecem relevantes, com 22% das empresas apontando riscos de cibersegurança como principal preocupação, 16% destacando a dificuldade de separar hype de valor real e 12% mencionando altos custos iniciais e retornos incertos e desalinhamentos na liderança.

 

Transformação organizacional

 

A transformação organizacional também já é uma realidade: 62% das empresas estão em processo ativo e 36% devem iniciar mudanças nos próximos 12 meses. Apenas 2% não passam por transformações atualmente, e nenhuma declarou não ter planos. Até 2026, os principais objetivos incluem melhorar o engajamento e a retenção de clientes (16%), otimizar operações por meio da digitalização (16%), reimaginar modelos de negócios (14%), reduzir custos (14%) e acelerar o crescimento da receita (12%).

 

Mais do que ajustes operacionais, essas iniciativas buscam reposicionar estrategicamente as empresas em um ambiente de rápidas mudanças. A confiança é maior em iniciativas ligadas a pessoas e inovação: 85% acreditam em melhorias no engajamento e retenção de colaboradores, 76% confiam na inovação para aprimorar produtos e processos e 68% apostam na reimaginação de modelos de negócios.

 

“O estudo mostra que a transformação organizacional já não é mais uma escolha, mas uma realidade para a maioria das empresas brasileiras. O foco em engajamento de clientes, digitalização e reimaginação de modelos de negócios reflete a necessidade de reposicionamento estratégico em um ambiente de mudanças aceleradas. Mais do que ganhos de eficiência, os líderes estão confiantes de que pessoas e inovação serão os motores dessa jornada, reforçando o papel do capital humano como diferencial competitivo”, finaliza Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon.

 

Sobre o estudo: O material ouviu 50 CEOs de empresas de diferentes setores no Brasil, como Consumo e saúde, Serviços financeiros, Indústria e energia, Infraestrutura, e Tecnologia, mídia e telecomunicações. O objetivo da pesquisa foi fornecer informações valiosas sobre as principais tendências e desenvolvimentos que impactam as empresas líderes globais, bem como as expectativas dos líderes empresariais em relação ao crescimento futuro e à criação de valor a longo prazo

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