Pará registra maior recuo econômico entre os estados brasileiros; -5% no índice IBCR
No acumulado do ano, a atividade cresce em todas as cinco regiões, mas o estado do Pará apresenta forte queda, liderando o topo inverso da economia brasileira

O estado do Pará registrou o maior recuo econômico mensal no Índice de Atividade Econômica Regional - Pará - IBCR-PA em julho de 2026, com queda de 5,0% em relação a junho.
A atividade econômica declinou em quatro das cinco regiões do País em julho, em comparação a junho, conforme os dados dessazonalizados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, divulgados nesta quarta-feira (23).
A maior queda foi observada no Nordeste, com 1,7%, seguido pelo Centro-Oeste com -1,3%, o Norte com -0,8% e o Sul com -0,5%. Apenas o Sudeste apresentou um aumento de 0,2% no período.
Analisando por Estado, ocorreram recuos significativos no Pará (-5,0%), Bahia (-3,6%), Espírito Santo (-2,7%), Mato Grosso (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%), Paraná (-0,9%), Pernambuco (-0,5%), Goiás (-0,5%), Minas Gerais (-0,4%) e Rio Grande do Sul (-0,1%).
Por outro lado, o Amazonas avançou 5,6%, enquanto Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo tiveram aumentos modestos de 0,1%.
Em comparação com julho de 2025, os dados observados mostram uma queda na atividade em duas das cinco regiões do país: Centro-Oeste (-1,8%) e Norte (-0,8%). Por outro lado, houve aumento no Sudeste (2,0%), Nordeste (1,9%) e Sul (1,8%).
A maioria dos estados também apresentou crescimento nessa comparação.
O maior crescimento foi registrado em Minas Gerais (6,4%), seguido por Espírito Santo (4,1%), Amazonas (3,3%), Rio de Janeiro (3,0%), Rio Grande do Sul (2,4%), Rio Grande do Norte (2,2%), Pernambuco (2,2%), Bahia (2,1%), Ceará (1,7%), Santa Catarina (1,6%), Maranhão (1,5%), Paraná (1,5%) e São Paulo (0,1%).
Houve redução no Mato Grosso (-4,1%), Pará (-3,7%), Goiás (-3,0%) e Mato Grosso do Sul (-0,2%).
No acumulado do ano, a atividade está em alta em todas as cinco regiões: Nordeste (2,7%), Sul (2,5%), Sudeste (2,1%), Centro-Oeste (1,2%) e Norte (0,8%). O mesmo padrão é visto em 12 meses: Nordeste (2,5%), Sul (2,5%), Sudeste (1,7%), Centro-Oeste (1,7%) e Norte (1,5%).



