Petrobras anuncia alta produção até 2035 com a Margem Equatorial no centro da exploração

No Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a empresa planeja manter uma alta produção de petróleo e derivados até meados da próxima década. Ela destacou a Foz do Amazonas, no Amapá, como uma nova fronteira promissora semelhante ao pré-sal e revelou planos para perfurar 22 novos poços em Urucu, Amazonas. Esses desenvolvimentos ocorrem enquanto a transição energética enfrenta desafios devido a conflitos globais que geraram instabilidade no setor de petróleo.
Durante o evento de energia ROG.e, realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) no Rio de Janeiro, Magda ressaltou o crescimento contínuo da produção e a expansão das fronteiras de extração para assegurar a sustentabilidade da produção nacional por décadas. Ela também mencionou avanços na margem equatorial e na Bacia de Pelotas, assim como novos contratos na Costa do Marfim e descobertas na Colômbia.
Um dos objetivos fundamentais do novo Plano de Negócios 2027-2031 é tornar o Brasil autossuficiente em diesel, com a meta atual de 90% sofrendo influência do conflito entre EUA e Irã. Magda destacou o orgulho na busca dessa autonomia em um momento de desafios globais.
O Amazonas integra os planos de expansão, com significativos investimentos planejados para aumentar a extração em Urucu. Além disso, estão previstos cerca de 40 quilômetros de novas linhas para melhorar o escoamento de produção.
Na Margem Equatorial, o plano inclui investimentos de US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos para perfurar 15 novos poços. No entanto, houve uma redução nos investimentos em projetos relacionados à transição energética, com um ajuste de 20,24% nos valores inicialmente planejados.
Magda reafirmou o valor da transição energética, enfatizando que o setor de petróleo e gás será crucial no financiamento para uma economia de baixo carbono. A Petrobras está fortalecendo suas iniciativas em pesquisa e desenvolvimento, focando em tecnologias como combustíveis sintéticos, biocombustíveis, hidrogênio de baixo carbono, reatores nucleares modulares e soluções ecológicas.
Afirmando o alinhamento da Petrobras com o Acordo de Paris, ela sublinhou a necessidade do Brasil aumentar sua produção per capita de energia. Ressaltou que a transição energética deve ser justa e acessível, buscando descarbonizar a economia sem comprometer sua estabilidade e garantir acesso universal à energia.
O repórter Wladmir Junior viajou a convite do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)



