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Reforma tributária entra em nova fase e empresas precisam evitar bloqueios na emissão de notas fiscais

9 de jul.
2 min de leitura
Luiz Alberto Solheiro

A próxima etapa da reforma tributária coloca em evidência um desafio operacional para as empresas: a emissão correta das notas fiscais com as novas informações de CBS e IBS. Embora 2026 seja um período de transição, falhas no preenchimento poderão impedir o faturamento e ainda gerar riscos de autuações futuras.


A partir de agosto de 2026, empresas que não são optantes pelo Simples Nacional deverão incluir corretamente os novos campos referentes à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) em suas notas fiscais. Caso essas informações estejam incompletas ou incorretas, os sistemas fiscais poderão rejeitar automaticamente a emissão do documento, impedindo a conclusão da venda e o faturamento da empresa.


Embora os novos tributos ainda estejam em fase de testes e não haja recolhimento financeiro neste momento, a obrigação acessória já passa a ter peso relevante. A legislação prevê prazo para correção após eventual notificação antes da aplicação de multas, mas especialistas alertam que os órgãos fiscais poderão revisar essas informações por até cinco anos, aumentando o risco de cobranças futuras caso os registros permaneçam incorretos.


Outro ponto de atenção é a preparação tecnológica. Empresas precisarão garantir que seus ERPs, emissores de notas e equipes fiscal e contábil estejam adaptados às novas exigências para evitar paralisações operacionais justamente no momento da emissão das notas fiscais.


Para empresários, esta mudança demonstra que a reforma tributária deixou de ser apenas uma discussão jurídica e passou a impactar diretamente a operação das empresas.


Mais do que calcular impostos, será essencial revisar processos internos, atualizar sistemas, validar cadastros de produtos e serviços e fortalecer a integração entre os setores fiscal, contábil, financeiro e de tecnologia.


Também é um momento oportuno para revisar a estrutura societária, contratos comerciais e políticas de governança tributária. Empresas que investirem agora em compliance fiscal e organização documental tendem a reduzir riscos de autuações, evitar interrupções no faturamento e enfrentar a transição para o novo modelo com maior segurança.


Na reforma tributária, o maior risco pode não estar no valor do imposto, mas na capacidade da empresa de continuar operando sem interrupções. Preparação antecipada, governança e processos bem estruturados serão diferenciais competitivos durante a transição.

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