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- Capital paraense ganha voo diário com destino aos EUA como parte da preparação para a COP-30
Além dos novos voos internacionais, também serão disponibilizadas novas rotas regionais e a ampliação da aeronave que faz o percurso Belém - Salinas A busca de turistas nacionais e estrangeiros pelo Pará está em alta. Somente no ano passado, o crescimento do setor turístic o foi de 13% e agora essa atividade ganha mais impulso com a ampliação na malha aérea. Uma das novidades é a oferta de voos diários entre Belém e os Estados Unidos em virtude do aumento da demanda provocada pela COP30. O anuncio foi feito nesta segunda-feira, 19, em um evento com a presença governador Helder Barbalho; do ministro do Turismo, Celso Sabino; e do presidente da Azul, John Rodgerson. A companhia aérea será a responsável pela oferta dos voos que ligam Belém a Fort Lauderdale, que atualmente é feita quatro vezes por semana. Além da rota internacional, a capital paraense ganhará voos para outros quatro municípios do interior. São eles: Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, na região sudeste; Redenção, no sul; e Oriximiná, no oeste. Também foi anunciada que a companhia terá três voos diários diretos com destino ao aeroporto internacional de Guarulhos (SP). Durante o evento, Helder Barbalho também anunciou a mudança no modelo de aeronave utilizado na rota entre Belém e Salinópolis, que comporta 12 passageiros. A ideia é que seja utilizado um modelo de avião com capacidade para até 70 passageiros. Para ele, esse conjunto de medidas ajudará a fortalecer o avanço do turismo e desenvolvimento socioeconômico do estado. “Estamos fortalecendo as relações do Pará com os Estados Unidos para o turismo internacional, fortalecendo o turismo nacional colocando três voos por dia entre Belém e São Paulo, mas também avançando com os voos regionais”, destacou o governador à Agência Pará . Durante o evento, as autoridades também conheceram a nova plotagem aplicada em uma aeronave em homenagem ao Pará. Elementos que remetem a aspectos culturais do estado são valorizados na pintura, que evidencia traços marajoara, o búfalo, o peixe, o carimbó e o açaí. A ação faz parte do projeto “Conheça o Brasil voando”, do Ministério do Turismo, que busca divulgar os destinos nacionais e incentivar a aviação regional. Veja mais em Pará Terra Boa Leia Mais: Descubra um novo jeito de fazer network e desenvolver novas habilidades com a Comunidade Belém Negócios Acompanhe todas as notícias do Belém Negócios, entre para o Grupo no WhatsApp Belém Negócios lança iniciativa Oficina de Negócios
- Marca de chocolate paraense recebe aporte de R$ 3,7 milhões e se prepara para abrir fábrica em São Paulo
Negócio foi viabilizado por empresário do mundo dos games que hoje investe em negócios com pegada ambiental Depois de 25 anos como CEO da TecToy — a icônica marca brasileira de games que trouxe para o país consoles clássicos como o Master System e o Mega Drive, ambos da japonesa Sega — o empresário Stefano Arnhold se habituou a corrigir um erro frequente de quem o cumprimenta: não, ele não é o fundador da companhia. Ressalta, porém, que chegou quando o negócio ainda estava engatinhando, com apenas três meses de fundação, em 1987 — e já com uma pequena participação acionária. "Entrei no time aos 15 minutos do primeiro tempo", brinca o paulistano, hoje aos 70 anos. Arnhold, portanto, ajudou a construir a cultura da marca que ficou na memória dos brasileiros que foram crianças nos anos 1980 e 1990, e acabou virando o principal rosto da empresa depois que o cofundador Daniel Dazcal, até então CEO, morreu em 1994, e ele o sucedeu. Antes disso até, no mesmo ano, já havia comprado mais 45% da companhia (15% de Dazcal e 30% dos outros fundadores), que se somaram aos 10% que já tinha e lhe deram o status de maior acionista. O empresário, contudo, já não está mais ligado à TecToy desde 2019, quando a companhia foi vendida à Transire Eletrônicos, fabricante de maquininhas de cartão. Passou então a procurar oportunidades, de preferência com alguma pegada ESG, e se deparou com uma reportagem sobre o amapaense César de Mendes, que criou no Pará, há 11 anos, a marca de chocolates finos De Mendes, feitos com cacau nativo e cupuaçu, por povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Arnhold pegou um avião até a região Norte (que ele já conhecia muito bem porque a fábrica da Tectoy fica na zona franca de Manaus), passou uma tarde inteira conversando com César e fez a proposta no dia seguinte, em 2020. Com um empréstimo mútuo conversível, o empresário passou a financiar o negócio, com o objetivo de dar escala, por meio do seu fundo de venture builder, a CBKK, voltado para negócios de impacto e criado por ele há quatro anos. Desde então, já foram R$ 3,7 milhões em financiamento. Com os recursos, a empresa está se preparando agora para concretizar o plano de construir a sua segunda fábrica, dessa vez em São Paulo. A colheita e o pré-processamento continuarão sendo feitos apenas no Pará, mas a finalização e a distribuição partirão da capital paulista. Ainda com uma produção tímida e um portfólio de 29 produtos, a nova fábrica tem como objetivo também dobrar a exportação de cacau para a Europa, chegando a 10 toneladas. "O diferencial está no propósito da De Mendes. Ela contribui com as comunidades locais e o César é reconhecido e acolhido por eles", diz o empresário. Apesar de ser uma empreitada recente, Arnhold tem uma relação antiga com o campo. Filho de um agrônomo criador de pássaros, criou em 1994 a Fundação Daniel Dazcal, que ficou ativa por 14 anos, disseminando técnicas de permacultura, em Manaus, e capacitou populações carentes para a produção por meios ecologicamente mais responsáveis e economicamente viáveis. Maratonista e acostumado a correr 50 km por semana, o empresário conhece bem a importância de pensar a logo prazo e vê a De Mendes apenas como o primeiro de uma série de investimentos que estão por vir ao longo da próxima década. A meta dele é chegar a 120 negócios até 2035, uma ambição que combina com a longevidade que marcou sua trajetória no mercado de tecnologia. Foi em 1981 que Arnhold teve seu primeiro contato com o mundo do games, quando ainda trabalhava com seu tio em uma empresa de fotografia, representando companhias japonesas como Minolta e Yashica. À época, o empresário conheceu a fábrica da Nintendo, em Kyoto, antiga capital do Japão, quando a empresa ainda focava em jogos de cartas e minigames, e percebeu o potencial do setor. Dois anos depois, foi para a área de planejamento estratégico da Sharp Brasil, uma das mais importantes fabricantes de eletrônicos na época, onde conheceu Daniel Dazcal, que saiu da companhia em seguida para investir US$ 5 milhões na criação da TecToy, ao lado dos irmãos Abe e Léo Kryss, pouco antes da chegada de Arnhold. "A Estrela não estava desenvolvida e nem interessada na área de eletrônica. E essa era nossa vantagem, poderíamos brincar e testar produtos", diz Arnhold. Depois que foi comprada pela Transire, em uma época em que o mercado de consoles já era dominado pela Nintendo e pela Sony, com o Playstation, a empresa fechou o capital em 2019 e agora está focada na venda de eletrônicos. Mas pretende voltar a ser forte no mundo dos games, com o computador gamer portátil, lançado há um mês. Hoje como investidor, Arnhold acredita que pode ser útil a negócios locais como o da De Mendes não apenas pela injeção de dinheiro, mas também pela experiência que adquiriu como executivo no período da TecToy, além do que aprendeu com Dazcal. "Ele dizia que nenhuma organização é melhor que as pessoas que a compõem, e levo isso comigo", diz. Fonte: Popline
- De maio a julho: Confira a agenda de eventos da comunidade Belém Negócios
convidada pela plataforma Belém Negócios, Brenda Brito, para falar sobre "Mudanças climáticas e negócios na Amazônia Brenda Brito é natural de Belém, advogada e Pesquisadora Associada do Imazon e atua há mais de 20 anos leis e políticas ambientais, climáticas e fundiárias para conservação e redução do desmatamento na Amazônia
- Paraense cria tijolo feito com caroço de açaí
O uso de resíduos de açaí na construção civil já é estudado por professores da Universidade da Amazônia
- Festival Internacional reafirma hegemonia do Pará na produção de açaí
programação ocorrerá nos dias 14 e 15 (terça e quarta-feira) no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia interesses em cooperação e aproximação entre o Estado do Pará, o Departamento de Putumayo e o Consórcio da Amazônia A solenidade de abertura oficial será às 18h, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
- Pará anuncia realização de evento pré COP-30 para juventude e movimentos sociais
Helder Barbalho, nesta quarta-feira (26), durante reunião com representantes da Cooperação da Juventude Amazônida Uma carta manifesto foi lida ao governador e apresentada, no espaço do Consórcio Amazônia Legal, ao lado As organizações reivindicam: inclusão das Juventudes amazônidas nas políticas públicas socioambientais Programas, Planos e Estratégias Climáticas do Estado do Pará, em especial dentro do Plano Estadual Amazônia "Já fizemos nos Diálogos Amazônicos, em outubro, que foi uma boa experiência, mas podemos fazer outra
- Marca fatura R$ 12 milhões por ano e é destaque no mercado de laticínios no Pará; conheça
a vaquinha mais paraense do Brasil”, deixando claro a regionalidade da marca e a importância que a Amazônia
- 20 empresas serão selecionadas para participar do 1° Feirão do Turismo que acontecerá em Belém
apoiando programas, projetos e ações que promovem e valorizam o potencial e o protagonismo da região amazônica desenvolvimento turístico, colocando o Estado do Pará na condição de protagonista da promoção turística da região amazônica
- IDEIAS: Conheça o tijolo feito com argila marajoara e resíduo da indústria mineradora
mercado da indústria civil materiais de baixo custo que reduzam a quantidade de resíduo acumulado na Amazônia
- Revelado qual será novo 'hotel de negócios' construído em Castanhal, para a COP-30
Hotel voltado para turismo business terá 150 apartamentos e deverá ficar pronto antes da COP-30 E as tratativas para conseguir atender a demanda de visitantes que deverão chegar ao Pará para a COP-30 em 2025, continuam. Em agenda pelo estado, a vice-governadora do estado Hanna Ghassan fez uma visita técnica à estrutura. LEIA MAIS: Castanhal ganhará novo hotel para a COP-30; o investimento é de R$27 milhões O projeto receberá mais de R$ 27 milhões do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) , visando preparar a região para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30 , g arantindo infraestrutura adequada para os visitantes. O novo hotel de negócios que está sendo construído em Castanhal, nordeste paraense. A obra é da iniciativa privada com verbas do Fungetur liberadas pelo Banpará. O convênio entre Estado e a rede hoteleira Aliança vai aumentar a oferta de leitos no Pará e atender a demanda da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), o encontro de líderes mundiais que irá debater mudanças climáticas em Belém durante o mês de novembro de 2025. Situada a 75 km da capital, Castanhal é considerada uma cidade estratégica para a realização do evento por conta da sua proximidade com Belém. A construção do hotel na chamada "cidade modelo", foi possível graças a um acordo firmado entre o governo e a iniciativa privada assegurada com recursos do Fungetur, um fundo do Ministério do Turismo liberado pelo Banpará para empresários locais desenvolverem seus negócios para a Conferência e ainda fortalecer o turismo de negócios na região. "Eu sou cearense, mas moro em Castanhal há 44 anos, e quero devolver à sociedade um pouco do que recebi", disse Francisco Freire, proprietário do empreendimento. "Como hotel business nós pretendemos trazer um diferencial, estamos comprando uma bandeira. A expectativa é que o hotel fique pronto em dez meses, a tempo da COP30", detalha o empresário. Belém deve receber mais de 140 delegações internacionais durante a cop-30. Comportar tanta gente por aqui tem sido um dos desafios do governo, que tem recorrido à iniciativa privada para firmar parcerias no sentido de criar o maior número de leitos possíveis de hospedagem. Estamos construindo um grande empreendimento em parceria com o Fungetur para a COP30. O Governo do Estado e o Banpará estão financiando um hotel que vai ter aproximadamente 150 apartamentos e 50 vagas de garagem para quem quiser vir conhecer Castanhal", disse Ruth Mello, presidente do Banpará, Desafios para a realização do evento A Conferência das Partes é um dos eventos mais importantes para a discussão mundial das mudanças climáticas e por ser um evento de grande porte, a capital paraense precisa superar desafios logísticos e de infraestrutura para conseguir sediar com tranquilidade a COP-30 em 2025. Segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), são esperados mais de 40 mil visitantes durante os principais dias da COP-30 . Desse total, aproximadamente 7 mil são formados pelas equipes da ONU e delegações de países membros. Nesse sentido, a capacidade hoteleira da Cidade é o que mais preocupa as autoridades a respeito da realização do evento na capital paraense. Hotelaria De acordo com Toni Santiago , presidente da ABIH/PA - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - a cidade possui atualmente cerca de 17 mil leitos. "Existe a expectativa da rede de hotéis Vila Galé construir mais 360 leitos e outros pequenos hotéis que estão sendo reformados entrarem com mais 520 leitos. Ficando na capital em torno de 18 mil leitos. Além da capital, temos os municípios da grande Belém, que dispõe de aproximadamente 1.200 leitos", explicou Santiago à Revista Hotéis. Mesmo com a RMB e com algumas readequações, a quantidade de leitos ainda é inferior a necessária para abrigar o evento. LEIA MAIS AQUI
- Margem equatorial: centro de reabilitação em Belém já está pronto para uso
O outro Centro de será construído no Oiapoque, no Amapá, extremo Norte do país. Os dois Centros fazem parte das condições para a empresa obter a licença de exploração na região Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD) em Belém. Foto: Agência Brasil O Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna (CRD) da Petrobras, em Belém , está pronto para receber a fauna marinha em caso de vazamento durante a fase de perfuração de poços na nova fronteira exploratória. A empresa estimou para o primeiro trimestre de 2025 a conclusão do segundo CDR. A unidade ficará no Oiapoque, no Amapá , extremo norte do país. A construção dos CDRs são parte das exigências para que a Petrobras obtenha licença de exploração da Margem equatorial, região considerada o novo pré-sal. “A gente está falando do plano de proteção à fauna que faz parte do plano de emergência dessa atividade, que é a perfuração de poços”, explica a gerente geral de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Daniele Lomba. Ela acrescenta que o CRD é uma última ação para o caso de barreiras preventivas e de monitoração não serem suficientes para evitar acidentes e impactos ao meio ambiente. “Se tudo falhou, aí a gente tem esse plano de emergência”, completa ela, afirmando que a Petrobras não tem histórico de vazamento durante perfuração de poços. Margem equatorial A margem equatorial ganhou notoriedade nos últimos anos. Descobertas recentes mostraram o potencial petrolífero da região, localizada próxima à linha do Equador, a partir da possível exploração de petróleo e gás no litoral em países como: Colômbia, Guiana, Guiana Francesa e Suriname No Brasil , se estende a partir do Rio Grande do Norte e segue até o Amapá. A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória , no entanto, só tem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – para perfurar dois deles, na costa do Rio Grande do Norte. A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis danos ambientais. O Ibama negou a licença para áreas como a da Bacia da Foz do Amazonas , identificada como FZA-M-59. O bloco se encontra a 175 quilômetros (km) da costa, em uma profundidade de 2.880 km. Apesar do nome Foz do Amazonas, o local fica a 540 km da foz do rio propriamente dita. A Petrobras insiste que a produção de óleo a partir da margem equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo no horizonte de dez anos. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a: 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Para efeito de comparação, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o Brasil tem: 66 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis. Fauna marinha A Agência Brasil visitou a instalação de Belém, que ficou pronta em fevereiro de 2023. O local conta com: Profissionais entre veterinários, biólogos e tratadores, de prontidão Fica em uma área de 3 mil metros quadrados em Icoaraci, distrito de Belém. A bióloga Elisa Vieira aponta o CRD como um dos mais modernos centros de atendimento a animais do país. “A estrutura prevê já todas as etapas de atendimento ao animal, recepção, triagem, estabilização, etapa de lavagem, de secagem. Tem todos os recintos para aves, tartarugas e mamíferos marinhos [peixe-boi e cetáceo, por exemplo]”, descreve a analista ambiental da Petrobras. “Inclui também uma estrutura de corredor de voo que auxilia as aves antes de elas poderem ser soltas na natureza”, complementa. Dentro da unidade estão armazenados alguns dos equipamentos que serão instalados na base do Oiapoque, que será semelhante à paraense, como: Ambulatório, quarentena e estabilização, onde os animais podem receber atendimento individualizado; Áreas de pesagem; Estrutura para exames de sangue, anestesias, medição de parâmetros cardíacos e respiratórios; A veterinária Stephane Franco comenta que, diferentemente do que possa imaginar o senso comum, na chegada de animais vítimas de derramamento de óleo, a prioridade não é a retirada do óleo, e sim a estabilização do animal. “Quando o animal chega no centro de reabilitação oleado, vai precisar primeiro passar por uma avaliação clínica. Ele pode estar muito magro porque não conseguiu se alimentar direito por conta do óleo, com uma temperatura muito baixa”, diz. “Se a gente levar para ser lavado, a chance desse animal vir a óbito é muito grande, porque ele não está estável, não vai ter energia para sobreviver ao processo de lavagem, que é muito exaustivo, estressante para os animais. Quando estiver com todos os parâmetros regulares, aí sim vai para o processo de lavagem, secagem e enxágue”, orienta. A lavagem é feita em tanques com detergente neutro. O enxágue é com água corrente, que pode ter a temperatura regulada. Lâmpadas aquecidas ajudam na secagem. Quando prontos para o processo de recuperação, os animais ocupam áreas externas, como viveiros e piscinas. O CRD conta com um processo de tratamento da água utilizada, fazendo com que óleo e produtos químicos sejam separados e não poluam o ambiente. Tempo de resposta A construção do centro de acolhimento animal de Belém custou cerca de: R$ 4,5 milhões Sendo R$ 900 mil em equipamentos. Além das instalações, o plano de proteção à fauna da Petrobras conta com equipamentos que ficam de prontidão para transportar animais do local de um possível vazamento ao centro de despetrolização. São esses: duas embarcações, um helicóptero e um carro A Petrobras calcula que, no caso de uma ocorrência no local de perfuração dos poços, um animal impactado poderia chegar à base de Belém em um período de 22 horas a 31 horas, a depender do tipo de embarcação e condições de mar. Esse tempo de resposta foi um dos pontos sinalizados pelo Ibama. Em resposta, a Petrobras decidiu para construção do CRD do Oiapoque, que fica a 12 horas do local de perfuração do bloco FZA-M-59. O CRD de Belém possui licença ambiental estadual expedida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. Durante o processo de avaliação de autorização para exploração na margem equatorial, o Ibama realizou vistorias na instalação. “A estrutura atendeu as necessidades e especificações estabelecidas no Manual de Boas Práticas para o atendimento do Projeto de Monitoramento de Impactos de Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e do Plano de Proteção à Fauna (PPAF) da Petrobras para a atividade de perfuração de FZA-M59”, registra o parecer técnico. Perfuração A busca pela licença de exploração de petróleo no bloco FZA-M-59 da margem equatorial se iniciou em 2013. Veja linha do tempo: 2013 : A petrolífera multinacional britânica BP arrematou a licitação da área 2021 : A companhia repassou a concessão para a Petrobras 2023 : Ibama negou a autorização Maio de 2023: Petrobras pediu reconsideração Outubro de 2024: Ibama solicitou uma séria de esclarecimentos à estatal Novembro de 2024: Petrobras responde ao Ibama 2025: Previsão de decisão final Estes foram os principais argumentos para o Ibama negar a autorização à Petrobras: Necessidade de realização de estudos de caráter estratégico (Avaliação Ambiental de Área Sedimentar) na Bacia da Foz do Amazonas; eventuais impactos sobre comunidades indígenas devido ao sobrevoo de aeronaves no Oiapoque; e o tempo de resposta e atendimento a fauna atingida por óleo, em caso de vazamento. Questionado pela Agência Brasil se a construção da base no Amapá é suficiente para a Petrobras obter o licenciamento ambiental, o Ibama informou que “tal posicionamento só é possível após a conclusão das análises em curso”. Com informações da Agência Brasil
- Distribuidora amplia base em Belém com foco no mercado de combustível do centro-norte
Ambos os ativos fecham um ciclo de infraestrutura e se interconectam com a cadeia logística existente












