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A estratégia mais segura e inteligente para construtoras investirem em bairros nobres


O retrofit, ou seja, a modernização de prédios antigos para novos usos, deixou de ser exclusividade de áreas centrais das cidades e passou a conquistar espaço em bairros nobres. Exemplos disso podem ser encontrados nos Jardins e no Itaim Bibi, regiões valorizadas de São Paulo com elevado custo por metro quadrado.


Esse movimento vem ganhando força porque algumas incorporadoras aproveitam terrenos em localizações privilegiadas para transformar antigos edifícios em empreendimentos de luxo. Os preços atraentes desses novos imóveis têm chamado a atenção de um público de alta renda.


Reformas sofisticadas em São Paulo


Um caso expressivo é o PJM923, construído no antigo prédio do Consulado Americano, nos Jardins. O projeto, desenvolvido pelo renomado arquiteto Isay Weinfeld, converte o edifício em 16 apartamentos com espaços amplos de 580 metros quadrados cada. O valor de mercado de cada unidade chega a R$ 35 milhões, e metade delas já foi vendida.


Segundo Rodolfo Del Valle, sócio do empreendimento em conversa com a Forbes Brasil, o paisagismo assinado por Rodrigo Oliveira é um dos grandes atrativos do projeto e tem ajudado a atrair compradores.


Outro exemplo marcante é o Edifício Tânia, também localizado nos Jardins. Com um retrofit conduzido pela Planta, o imóvel contará com 14 unidades com preços a partir de R$ 4 milhões. A mesma empresa também está à frente da revitalização do Edifício Victória, no Itaim Bibi. Lá, o projeto inclui 110 unidades residenciais, duas lajes corporativas e espaços comerciais. O metro quadrado começa na faixa dos R$ 28 mil, e sua conclusão está prevista para 2027.


Crescimento e parcerias no setor imobiliário


O avanço do retrofit de luxo se deve ao crescente interesse do mercado na requalificação de imóveis. A Planta, que anteriormente concentrava seus esforços em projetos no centro de São Paulo, deu um passo significativo no setor ao vender cinco empreendimentos para a Brookfield Properties por R$ 250 milhões em 2024. Esse marco foi o ponto de partida para a sua entrada em retrofits dentro dos bairros mais prestigiados da cidade.


O segmento multifamily, composto por edifícios residenciais administrados por uma única empresa, tem se destacado como uma tendência em ascensão. Um exemplo é o Vila 11 Brooklin, que surgiu a partir da conversão de uma torre corporativa em um empreendimento residencial. Com um aporte de R$ 75 milhões, o prédio oferece 132 apartamentos para locação, com valores de mensalidade variando entre R$ 6 mil e R$ 11 mil. Jorge de Moraes, diretor de marketing e comercial da Vila 11, aponta que novos projetos de retrofit já estão sendo avaliados em bairros estratégicos da capital.


A XP Investimentos também abraçou o mercado de retrofit ao financiar a Metaforma, uma empresa encarregada da transformação do antigo prédio da Telesp, conhecido como Edifício 7 de Abril, localizado na região central. O novo projeto oferece diferentes configurações, incluindo opções voltadas para clientes de alta renda.


Outra iniciativa notável no setor é a Dupllex, fundada em 2021 por Gustavo Saraiva e Marcus Grigoletto. Especializada no retrofit de coberturas em edifícios com mais de 30 anos, a empresa alcançou um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 200 milhões, com um ticket médio em torno de R$ 7 milhões. A inspiração para o negócio veio durante a pandemia, quando perceberam a demanda por reformas em coberturas antigas que possuíam layouts ultrapassados e poderiam ser transformadas em um nicho exclusivo.


Esse movimento de retrofit também avança no Rio de Janeiro. Um destaque é o antigo Hotel Glória, que está passando por uma conversão em condomínio residencial, com preços que ultrapassam R$ 35 mil por metro quadrado. Outro exemplo emblemático é o histórico Edifício A Noite, antiga sede da Rádio Nacional, agora remodelado como um empreendimento misto, composto por 447 apartamentos e áreas comerciais.

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