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A maior recuperação extrajudicial já mapeada no Brasil

Caso envolve cerca de R$ 98,6 bilhões e concentra mais de 95% do volume de dívidas renegociadas em 2026 


A recuperação extrajudicial da Raízen tornou-se o maior caso já registrado no Brasil nessa modalidade de reorganização empresarial. Segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE), o plano envolve aproximadamente R$ 98,63 bilhões em dívidas, superando com ampla margem os maiores casos já mapeados pelo observatório.


Com o novo registro, o volume total de dívidas renegociadas por meio de recuperação extrajudicial em 2026 chega a R$ 103,3 bilhões, distribuídos em sete casos, com 22 empresas requerentes e cerca de 700 credores envolvidos.


Sozinho, o caso da Raízen responde por aproximadamente 95,5% de todo o valor renegociado no país neste ano, evidenciando o impacto que operações de grande porte podem exercer sobre os indicadores do instrumento. 


No histórico completo monitorado pelo observatório, desde 2005, já são R$ 248,6 bilhões em dívidas renegociadas por meio da recuperação extrajudicial. O caso da Raízen representa quase 40% de todo esse volume.


“Logo após a reforma da legislação, observou-se um aumento no valor médio das dívidas renegociadas por processo, impulsionado principalmente por operações de maior porte. Em 2025, a entrada de casos menores ampliou o uso do instrumento e acabou reduzindo essa média. Já em 2026, o registro de operações relevantes em termos de volume de dívida volta a pressionar esse indicador para cima. O caso da Raízen evidencia como a recuperação extrajudicial vem sendo utilizada também em operações de grande porte. Casos dessa magnitude acabam produzindo um impacto significativo nos indicadores agregados do instrumento”, avalia Juliana Biolchi, diretora do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE). 


Entre os maiores casos já registrados pelo observatório estão também o Grupo Intercement (R$ 21,9 bilhões), Odebrecht – Construção (R$ 18,2 bilhões), Odebrecht – Gás (R$ 15,9 bilhões) e Grupo Ocyan (R$ 14,6 bilhões). 


Sobre a Recuperação Extrajudicial – Esse modelo permite a recomposição das dívidas a partir de negociações diretas da empresa com os seus credores. Esses acordos ocorrem fora do âmbito judicial, ampliando a autonomia das partes. Desde a reforma de 2020, essa abordagem se tornou mais acessível, permitindo a negociação de dívidas bancárias ou com fornecedores, débitos trabalhistas e benefícios fiscais federais.


Sobre o OBRE – O Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE) foi lançado em janeiro de 2022. A organização é um núcleo de pesquisa que busca reunir informações e dados inéditos sobre a utilização da recuperação extrajudicial no país. Os dados se relacionam aos pedidos de homologação e aos planos de RE e estão em constante atualização.


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