Cidade, cultura e desenvolvimento
- ari tomaz

- Jan 10
- 2 min read
Esta coluna nasce do desejo de olhar Belém com mais atenção e menos pressa.
Vivemos em uma cidade intensa, moldada pela água, pelo clima, pela memória e pelas contradições de um território amazônico que nunca foi simples. Aqui, arquitetura, arte, design, gastronomia, esporte e cultura não são campos isolados: são formas de habitar, produzir valor, construir identidade e transformar o espaço onde pessoas e negócios se desenvolvem.
Como arquiteto, aprendi que a cidade não se resume aos edifícios que se erguem, mas também aos vazios que permanecem, aos usos que se reinventam e às histórias que insistem em ficar. Como cidadão, entendo Belém como um organismo vivo em constante negociação entre passado, presente e futuro capaz de influenciar diretamente a economia urbana, o comportamento e as oportunidades.
Esta coluna propõe reflexões sobre a cidade a partir de um olhar crítico e sensível, observando projetos, obras, lançamentos urbanos, iniciativas culturais e manifestações do cotidiano que ajudam a desenhar a paisagem contemporânea de Belém. Mais do que expressões simbólicas, esses elementos impactam a atratividade do território, a consolidação de marcas, a economia criativa e a forma como negócios se estabelecem e se relacionam com as pessoas.
Não se trata de promover produtos ou tendências, mas de interpretar o que estamos construindo material e simbolicamente como cidade. O que cada edifício, espaço ou iniciativa diz sobre nós? Que Belém estamos fortalecendo? E que cidade queremos sustentar a longo prazo?
Ao longo desta coluna, o convite é simples: observar com mais cuidado, questionar com responsabilidade e pensar a cidade para além do óbvio, porque Belém merece ser lida com profundidade, e não apenas atravessada.
Seja bem-vindo. Que este espaço seja um ponto de encontro entre arquitetura, cultura e cidade.



