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Correios iniciam vendas de prédios comerciais pelo Brasil; mega leilão quer arrecadar R$ 1,5 bi

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Os Correios iniciaram um programa de venda de imóveis como parte de sua estratégia de reestruturação, buscando aliviar a grave crise financeira enfrentada pela estatal. Conforme comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (6), a expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhões ao longo de 2025. Neste processo, a prioridade será vender imóveis inutilizados, com uma primeira oferta de 21 propriedades, incluindo prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. Os leilões iniciais ocorrerão nos dias 12 e 26 de fevereiro, em formato digital e abertos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.


Apesar da meta ambiciosa, as vendas de imóveis nos últimos seis anos somaram apenas R$ 45,7 milhões, o que representa cerca de 3% do valor projetado para 2025.


As arrecadações anuais foram distribuídas assim:


  • 2025: R$ 2,9 milhões (até setembro)

  • 2024: R$ 10,4 milhões

  • 2023: R$ 6,2 milhões

  • 2022: R$ 7,3 milhões

  • 2021: R$ 18,4 milhões

  • 2020: R$ 512 mil


Entre os imóveis ofertados, há exemplares em condições precárias, como um prédio comercial no Centro de São Paulo, localizado próximo à antiga Cracolândia. O lance inicial para o prédio é de R$ 7 milhões. Também estão sendo disponibilizados salões comerciais localizados no interior do país, muitos dos quais mostram sinais de deterioração devido ao longo período em que permaneceram fechados. Esses têm valores iniciais a partir de R$ 16 mil.


Por outro lado, há propriedades mais atrativas para investidores e empresários. Um exemplo é um prédio comercial com oito andares localizado no bairro Floresta, uma das áreas mais tradicionais de Belo Horizonte, com lance inicial de R$ 8,3 milhões. Em Salvador, destaca-se um apartamento no bairro da Barra, conhecido por sua valorização imobiliária, com preço inicial de R$ 524 mil.


Os Correios possuem cerca de 2,3 mil imóveis espalhados pelo Brasil, que incluem lojas, centros de distribuição e escritórios destinados ao suporte operacional da ampla rede de entrega de correspondências e encomendas no país. Deste total, estima-se que entre 60 e 70 propriedades estejam atualmente desocupadas.


Em seu comunicado oficial, a direção da estatal reiterou o foco na implementação do plano de reestruturação, que prevê uma série de medidas coordenadas para o curto, médio e longo prazos. O objetivo principal é restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da empresa, melhorar a eficiência operacional e garantir um futuro sustentável para uma das entidades públicas mais relevantes do Brasil.

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