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Empresário russo quer investir em incorporações imobiliárias e empreendimentos logísticos no Brasil

the Rossa Group

Investidores russos estão cada vez mais interessados no mercado imobiliário brasileiro, com foco específico em terrenos comerciais e empreendimentos voltados à logística. Esse interesse crescente foi destacado por Alexander Rossa, empresário russo que vive no Brasil há sete anos e atua nos setores de incorporação e mercado imobiliário em São Paulo e Santa Catarina.


Na semana passada, Rossa participou de um encontro, realizado em Brasília, entre autoridades brasileiras e representantes do governo russo. Sua empresa, the Rossa Group, já tem presença consolidada no setor e vem acompanhando de perto a aproximação entre os dois países. Segundo ele, há um interesse claro de grupos russos na aquisição de áreas comerciais destinadas à construção de galpões e edifícios logísticos no Brasil. Esse movimento seria impulsionado pela percepção de que o ambiente brasileiro tornou-se mais previsível para investimentos de médio e longo prazo, resultado de avanços no diálogo institucional entre as nações.


Um dos pontos positivos, segundo Rossa, foi a recente inauguração de um escritório comercial da Rússia em solo brasileiro. Ele acredita que a iniciativa será determinante para reduzir a dependência de intermediários e evitar fraudes em operações bilaterais. O empresário também enxerga vantagens na agilidade que o escritório promete trazer para negócios entre os dois países.


Ele afirma que, com o fortalecimento do contato político entre Brasil e Rússia, há expectativas de que se tornem menos desafiadores os processos burocráticos que, tradicionalmente, dificultavam operações privadas. Essa aproximação histórica poderia facilitar a emissão de licenças, certificados e registros necessários para negócios complexos, abrindo portas para uma maior integração econômica.


Rossa destacou ainda a mudança nas relações institucionais entre os dois países. Segundo ele, era comum ver dificuldades nas tratativas bilaterais devido à lentidão das burocracias brasileiras e russas. No entanto, essa realidade parece estar mudando, com esforços conjuntos para superar entraves que antes limitavam o potencial dos negócios.


NO ENCONTRO COM ALCKMIN


Um marco significativo dessa cooperação ocorreu na reunião entre o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin, realizada em Brasília. O principal objetivo foi fortalecer parcerias nos setores de comércio, energia e tecnologia. Dentre os anúncios feitos durante o evento, a abertura do escritório comercial russo no Brasil se destacou como uma estratégia fundamental para amplificar o fluxo de informações, incentivar contatos empresariais e garantir maior segurança jurídica nas transações entre os países.


No contexto da pauta comercial conjunta, ficou claro o interesse de Moscou em intensificar a compra de produtos agropecuários brasileiros. O agronegócio se apresenta como uma área prioritária, dada sua importância estratégica para o abastecimento alimentício da Rússia. Rossa reforçou que, do ponto de vista empresarial russo, adquirir produtos do agronegócio brasileiro representa uma oportunidade segura e promissora para investimento.


PARCERIA ENERGÉTICA E TECNOLÓGICA


O encontro não só abordou questões comerciais como também trouxe à tona a possibilidade de colaboração na área de energia nuclear, sempre com objetivos descritos como pacíficos. Ambos os países reafirmaram seu compromisso com o Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares e discutiram possíveis projetos em tecnologias nucleares aplicadas à medicina com radioisótopos, geração de energia nuclear e desenvolvimento do ciclo de combustível nuclear.


Além disso, outras áreas tecnológicas ganharam destaque nas negociações. Brasil e Rússia estudam formar uma aliança para desenvolver projetos conjuntos em inteligência artificial (IA), serviços digitais governamentais inovadores, cooperação na indústria farmacêutica e até mesmo iniciativas relacionadas à exploração espacial. Esses acordos mostram o interesse mútuo pelo emprego de tecnologia avançada em setores estratégicos.


COMÉRCIO E GEOPOLÍTICA


Hoje em dia, o Brasil ocupa uma posição privilegiada nas relações comerciais da Rússia na América Latina, representando cerca de metade do fluxo comercial da região com o país euroasiático. A 8ª reunião da Comissão de Alto Nível Russo-Brasileira para Cooperação marcou um momento histórico: foi a primeira interação deste tipo entre líderes das duas nações em mais de uma década. O encontro destacou a importância crescente do diálogo bilateral estratégico no cenário geopolítico atual.


Como membros fundadores do BRICS, Brasil e Rússia estão reforçando seus laços econômicos e estratégicos num momento em que dinâmicas internacionais passam por novas configurações importantes. Essa colaboração promete abrir portas para novos projetos e consolidar ainda mais as parcerias existentes entre as duas nações. Com todas essas iniciativas sendo construídas, fica claro que essa união tem potencial para transformar desafios em oportunidades, beneficiando diversos setores estratégicos tanto no Brasil quanto na Rússia.

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