Grupo colombiano assume operações da Agropalma no Pará por cerca de US$ 100 milhões
- Redação

- Mar 4
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O grupo colombiano Daabon, em parceria com investidores brasileiros, adquiriu as operações da Agropalma localizadas no estado do Pará. A transação, avaliada em torno de US$ 100 milhões, compreende uma refinaria de óleo de palma na região metropolitana de Belém, seis unidades extratoras e uma área total de 107 mil hectares, dos quais mais de 40 mil são cultiváveis.
O montante negociado corresponde a cerca de 10% do valor atribuído à empresa nos anos de 2017 e 2018, evidenciando uma considerável desvalorização ao longo dos últimos anos. Anteriormente pertencente ao banqueiro Aloysio Faria, a Agropalma entrou em um processo de declínio após o seu afastamento da administração.
O setor de óleo de palma no Brasil está celebrando a chegada de um grupo colombiano ao país. A Colômbia, que atualmente ocupa a posição de quarta maior produtora mundial de óleo de palma, possui uma área plantada cinco a seis vezes maior que a brasileira. Com vasta experiência na estruturação do setor e na inclusão de pequenos produtores, o know-how colombiano poderá agora ser aproveitado nas operações em território brasileiro.
Em nota, a Agropalma informou que “após a conclusão da transação, a Daabon pretende expandir sua presença no Pará por meio de investimentos operacionais, criação de empregos, parcerias comunitárias e gestão ambiental contínua sob os padrões ESG do grupo alinhados com o potencial de desenvolvimento do setor de óleo de palma no Brasil”.
Oportunidades para o Brasil no mercado de óleo de palma
Representando 33% do consumo global de óleos vegetais, o óleo de palma é o mais produzido e consumido no mundo. Apesar disso, o Brasil, considerado um dos países com maior potencial de produção desse insumo, ainda figura como um produtor marginal e continua dependendo das importações para atender à demanda interna.
Vitor Almeida, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo de Palma, demonstrou otimismo com o avanço da negociação. Segundo ele, a operação reforçará a solidez do setor no Brasil. A entrada do grupo colombiano, somada ao fortalecimento da Agropalma, poderá impulsionar o crescimento de outras empresas e contribuir para que o segmento atinja a relevância compatível com o potencial do país.
A finalização do negócio ainda aguarda o cumprimento de trâmites legais, previstos para serem concluídos em até 90 dias. Entre as questões a serem definidas, destaca-se a estrutura acionária da empresa, já que a legislação brasileira limita a participação estrangeira em companhias detentoras de terras a no máximo 50%.



