Mercado imobiliário de Fortaleza bate recorde e movimenta R$ 8,8 bilhões em 2025
- Redação

- Feb 2
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Capital concentrou R$ 6,1 bilhões em vendas e registrou alta em todos os segmentos
O mercado imobiliário de Fortaleza e da Região Metropolitana alcançou um faturamento histórico de R$ 8,8 bilhões em 2025, superando o recorde registrado no ano anterior. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
O crescimento foi puxado principalmente pela capital cearense, que concentrou R$ 6,1 bilhões do Valor Geral de Vendas (VGV) no segmento residencial, alta de 18% em relação a 2024. Já a Região Metropolitana movimentou R$ 1,6 bilhão, com crescimento de 25%.
Entre os destaques estão os loteamentos, que registraram aumento de 116% no número de unidades vendidas e geraram um VGV de R$ 1,09 bilhão — valor 200% superior ao do ano anterior.
Segundo a Brain, os principais motores do avanço foram os extremos do mercado: imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e empreendimentos de alto padrão. “Fortaleza tem muitas facetas e oportunidades para diferentes segmentos. O indicador é muito positivo e mostra que o mercado está gerando recursos”, avalia Gisele Cristina Pereira, especialista em inteligência de mercado da Brain.
Para o presidente do Sinduscon-CE, Patriolino Ribeiro, o setor vive um dos melhores momentos dos últimos anos. “Os lançamentos estão equilibrados e o que está sendo ofertado está sendo absorvido. O mercado está saudável”, afirma.
Lançamentos crescem na capital e recuam na região metropolitana
O levantamento aponta crescimento de 14% nos lançamentos de unidades residenciais verticais em Fortaleza. O padrão econômico teve alta de 3%, enquanto os demais segmentos avançaram 28%.
Na Região Metropolitana, no entanto, houve retração de 24% nos lançamentos. Os imóveis econômicos caíram 33%, e os demais padrões tiveram queda de 76%.
De acordo com Gisele Pereira, a redução está ligada ao cenário econômico, especialmente à taxa Selic elevada ao longo de 2025. “Os juros altos aumentaram o custo do financiamento para construtoras, e os bancos passaram a priorizar a venda de unidades prontas, reduzindo o estímulo à produção de novos empreendimentos”, explica.
Redação com informações do portal Portas e Diário do Nordeste



