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Pará no radar do comércio exterior: hora de aproveitar o momento

O estado do Pará encerrou 2025 com um desempenho notável no comércio exterior: as exportações paraenses somaram cerca de US$ 24,2 bilhões, resultando em um superávit comercial de mais de US$ 21 bilhões, o equivalente a cerca de 7% de todas as exportações brasileiras no ano — um salto que reforça o papel estratégico do estado no cenário do comex nacional.


Observatórios responsáveis pela análise detalhada do COMEX no contexto da capital Belenense indicam o bom momento do comércio no início de 2026. O advogado tributarista, Aurelino Sousa dos Santos Junior ressalta:

Excepcionalmente, neste janeiro de 2026, o COMEX de Belém apresentou forte superávit. Exportações subiram acima de 50%, em relação a janeiro de 2025 e as importações recuaram mais de 70%, com um superávit de US$ 20 milhões de dólares.
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Fonte: Observatorium ASJ

O Pará no novo ciclo de crescimento do comércio exterior brasileiro

O panorama regional paraense de expansão do comércio exterior também encontra eco no desempenho do comércio exterior brasileiro como um todo, que tem surpreendido positivamente. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente Geraldo Alckmin, o Brasil registrou em 2025 um superávit comercial de cerca de US$ 68,3 bilhões, acima das previsões oficiais, e projeta um saldo ainda maior em 2026 entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões — um sinal de resiliência mesmo diante de pressões geopolíticas e tarifárias no cenário global.


Alckmin destacou que esse resultado se dá “mesmo com o tarifaço americano e dificuldades geopolíticas”, ressaltando a capacidade das exportações brasileiras de superar desafios externos.


Mineração, agronegócio e a força da pauta exportadora

Esse resultado expressivo no estado do Pará é impulsionado sobretudo pela mineração, que responde por quase metade das vendas externas, com destaque para minério de ferro e concentrados, seguido por minérios de cobre, alumina e outros produtos minerais. Segundo o tributarista Aurelino Sousa dos Santos Junior:

A preponderância mineral, na pauta de exportação parauara, tem feito algumas gangorras, em razão da variação das cotações do minério de ferro no mercado internacional.
De 2021 para 2022, ocorreu a maior oscilação negativa das exportações de minério de ferro, com uma queda de US$ 9 bilhões de dólares. Mas, apesar desse desabamento na pauta Comex, no referido ano houve uma subida de US$ 1 bilhão nos demais produtos exportados.

O agronegócio também avançou, com participação crescente de soja, carne bovina e outros itens agrícolas na pauta exportadora.


China e Asia no centro da estratégia comercial

A China manteve-se como principal destino das exportações paraenses em 2025, absorvendo mais de 45% de todo o volume exportado, seguida por mercados na Ásia e Europa. Essa forte conexão com mercados dinâmicos reforça o potencial de expansão de negócios com parceiros globais, especialmente considerando a retomada de crescimento econômico e a demanda por commodities brasileiras.


Oportunidades além das grandes exportadoras

Para pequenas e médias empresas, esse momento traz oportunidades concretas de inserção no comércio internacional. Com um ambiente exportador aquecido, empresas que atuam ou podem atuar como fornecedoras de matéria-prima, insumos, alimentos processados, serviços logísticos ou soluções inovadoras podem aproveitar o impulso das cadeias de valor. A proximidade com grandes portos e corredores logísticos, aliada à demanda crescente em mercados como China, Japão e Índia, cria espaço para novos entrantes e parcerias internacionais.


Além disso, o crescimento das exportações paraenses ocorre em um cenário nacional favorável, com o Brasil projetando superávits comerciais robustos e negociações comerciais em andamento com blocos e países estratégicos, o que sinaliza um ambiente externo mais receptivo ao aumento de vendas brasileiras.


Planejamento e estratégia para transformar crescimento em resultado

No entanto, é importante que empresários estejam atentos não só às oportunidades, mas também às exigências regulatórias e de governança internacional — como compliance aduaneiro, certificações de origem, exigências fitossanitárias e contratos de comércio exterior — para garantir competitividade e mitigação de riscos. Assessoria especializada em direito empresarial e comércio exterior pode ser um diferencial estratégico.


Em suma, o crescimento do COMEX paraense no fim de 2025 reflete uma janela de oportunidade para empresas brasileiras diversificarem mercados, aumentarem receitas e fortalecerem sua presença no comércio global. Com planejamento adequado e foco em qualidade e inovação, especialmente no agronegócio e na cadeia mineral, pequenos e médios empresários podem surfare essa onda de crescimento e consolidar sua posição em mercados internacionais cada vez mais competitivos.

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