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Aluguéis entram no radar da Reforma Tributária: o que muda a partir de 2027

A Reforma Tributária vai mudar a forma como os aluguéis de imóveis são tributados no Brasil a partir de 2027. A nova lógica inclui cobrança de impostos sobre consumo, com impacto maior para grandes locadores e exigência de mais controle financeiro.


A partir de 2027, o aluguel de imóveis passará a ser tributado dentro do novo modelo da Reforma Tributária, que substitui tributos atuais por dois principais impostos: a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal).


Na prática, isso significa que a locação, que hoje não sofre incidência direta de tributos sobre consumo, passará a integrar esse novo sistema. Inicialmente, entra apenas a CBS, com uma alíquota estimada em torno de 3%. Com o avanço da reforma até 2033, a carga tende a subir gradualmente, podendo chegar próximo de 8,7% no total.


Um ponto relevante é que o modelo será não cumulativo, permitindo abatimento de créditos, ou seja, despesas como manutenção do imóvel poderão reduzir o imposto devido.


Além disso, haverá um redutor social para locações residenciais, diminuindo a base de cálculo (por exemplo, descontando cerca de R$ 600 do valor do aluguel antes da tributação).


Outro aspecto importante: nem todos serão afetados. A tributação tende a atingir principalmente quem atua com locação de forma mais profissional ou com volume elevado, enquanto pequenos proprietários podem ficar fora, dependendo do faturamento e quantidade de imóveis.


Para empresários e investidores imobiliários, essa mudança é muito mais profunda do que parece.


Aluguel deixa de ser “renda passiva simples”:


Agora passa a ter lógica empresarial. Controle de despesas, créditos e fluxo de caixa será obrigatório para manter rentabilidade.


Estrutura jurídica ganha protagonismo:


A decisão entre manter imóveis na pessoa física ou migrar para uma holding patrimonial precisa ser reavaliada. Em muitos casos, a empresa pode gerar eficiência tributária e organização.


Contratos precisarão ser revisados:


Com o imposto sendo cobrado “por fora” e possibilidade de split payment (pagamento direto ao governo), o impacto no caixa muda completamente. Quem não ajustar contratos pode perder margem.


Governança e contabilidade deixam de ser opcionais:


Sem controle de custos e documentação, você perde créditos e paga mais imposto. A gestão passa a ser fator direto de lucro.


Planejamento antecipado será diferencial competitivo:


Quem se organizar antes de 2027 consegue estruturar portfólio, rever preços e evitar surpresas. Quem esperar, tende a absorver aumento de carga sem estratégia.


A reforma não é apenas uma mudança de imposto, é uma mudança de mentalidade. No novo cenário, quem trata patrimônio com estratégia e governança paga menos imposto e protege melhor seus resultados.

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