Brasil receberá novo submarino de fibra ótica dos EUA que ampliará velocidade de internet
- Redação

- Feb 5
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A V.tal – Rede Neutra de Telecomunicações, controlada pelo BTG Pactual, vai construir o Synapse, novo cabo submarino que conectará Tuckerton, em Nova Jersey (EUA), a São Paulo. O projeto, com 9.700 quilômetros de extensão e 16 pares de fibra ótica, terá uma ramificação em Fortaleza (CE), e promete aumentar a capacidade e a resiliência do tráfego internacional de dados entre Brasil e Estados Unidos.
A infraestrutura utilizará a mais recente geração de tecnologia de cabos submarinos e roteadores ópticos, o que permitirá a oferta de serviços de transporte de circuitos de até 800 Gigabits por segundo (Gbps). Com isso, o sistema promete maior velocidade de download, baixo atraso em streamings e menos interrupções em chamadas de áudio e vídeo.
Para chegar a Fortaleza, o Synapse contará com uma Branching Unit (BU), unidade de ramificação submarina que permite que o cabo se divida para atender a mais de um destino. Esse equipamento adicionará cerca de 460 quilômetros à rota principal do projeto e possibilitará a interconexão direta com o Mega Lobster, data center da Tecto inaugurado no fim de 2025 e atualmente o maior da região Nordeste, com potência total de 20 Megawatt (MW).
Construção deve começar no segundo semestre de 2026
O início da construção do novo cabo submarino está previsto para o começo do segundo semestre de 2026, com conclusão estimada entre 2029 e 2030. No Brasil, o Synapse terá sua ancoragem em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e uma nova rota terrestre em fibra para conexão com a capital paulista. A infraestrutura foi concebida para oferecer alto desempenho e maior resiliência de rede, com ramificações planejadas em cidades como Recife, Salvador e Rio de Janeiro, além da Colômbia, para futuras expansões.
“Este cabo submarino representa um investimento estratégico no fortalecimento da conexão digital entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Felipe Campos, CEO da V.tal. “Ao integrar infraestrutura submarina, terrestre e de data centers, estamos construindo uma plataforma robusta, escalável e preparada para o futuro, capaz de sustentar o crescimento da economia digital global e o aumento exponencial da demanda por dados entre os dois países”, ressalta.



