ByteDance inicia obras de megadata center de R$ 200 bilhões no Ceará
- Redação

- 3 days ago
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A ByteDance, controladora do TikTok, deu início oficial em janeiro de 2026 às obras de seu megacomplexo de processamento de dados na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, localizada no Complexo do Pecém. Com um aporte estimado em R$ 200 bilhões, este é considerado um dos maiores investimentos privados da história do estado e o maior data center do Brasil.
Por que o Ceará?
A escolha estratégica não foi por acaso. Fortaleza é hoje um dos principais pontos de conexão de cabos submarinos de fibra óptica do mundo, ligando o Brasil diretamente à África, Europa e América do Norte. Ao se instalar no Pecém, a ByteDance garante uma latência mínima para os serviços do TikTok e para suas operações de Inteligência Artificial.
Infraestrutura e Sustentabilidade
O projeto, que recebeu o aval do Cade e do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, prevê um hub composto por até cinco unidades de armazenamento. Entre os destaques técnicos e ambientais:
Energia Limpa: A operação será alimentada integralmente por energia eólica e solar, fruto de uma parceria com a Casa dos Ventos.
Capacidade: O complexo deve atingir uma capacidade de processamento em escala de gigawatts, consolidando o Ceará como um "hub digital verde".
Conexão Física: Estão previstos cabos subterrâneos ligando o Pecém diretamente aos pontos de chegada dos cabos submarinos em Fortaleza.
"Esse projeto é um investimento histórico para a empresa no Brasil, é um investimento de mais de R$200 bilhões e é um passo fundamental que reflete o compromisso da empresa com o Brasil, que é um dos mercados digitais mais dinâmicos do mundo", disse a diretora de Políticas Públicas do TikTok no Brasil, Mônica Guise.
Impacto Econômico
Além da modernização da infraestrutura digital nacional, a chegada da gigante chinesa promete impulsionar a economia local com a geração de milhares de empregos qualificados durante as fases de construção e operação, além de atrair outras big techs que já miram o polo cearense.
Com previsão de início das operações para 2027, o Ceará deixa de ser apenas um ponto de passagem de dados para se tornar um protagonista no processamento global de informações.



