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Parceria entre Telebras e empresa europeia desafia domínio da Starlink no Brasil

Telebras via satélit
Antena da Telebras em frente ao Ministério das Comunicações (Crédito: João Victor/MCOM)

A chegada de uma nova tecnologia de internet via satélite promete mexer com o domínio da Starlink no Brasil. A empresa europeia SES S.A., em parceria com a Telebras, iniciou um projeto que leva conexões de até 1 Gbps para áreas remotas, órgãos públicos e regiões sem cobertura terrestre. A proposta cria concorrência real e reforça políticas de inclusão digital, especialmente na Amazônia.


O que é a SES e por que ela está chegando ao Brasil agora?

A SES é uma das maiores operadoras de satélites do mundo. Diferente da Starlink, que usa satélites em órbita baixa (LEO), a empresa trabalha com satélites em órbita média (MEO). Assim, essa tecnologia oferece:


  • maior estabilidade;

  • cobertura ampla com menos satélites;

  • velocidades que podem chegar a 1 Gbps.

Além disso, a parceria com a Telebras expande um acordo que já existia no programa GESAC, usado para conectar escolas e postos de saúde em regiões remotas.


Como funciona essa internet de 1 Gbps?

A SES utiliza satélites posicionados entre 2.000 km e 36.000 km de altitude. Embora essa distância aumente a latência em comparação aos satélites LEO, a empresa afirma que o desempenho é suficiente para:


  • videoconferências;

  • telemedicina;

  • educação à distância;

  • serviços governamentais;

  • operações críticas em locais remotos.


A grande diferença é que a troca de comunicação entre satélites acontece apenas uma vez por hora, enquanto na Starlink ocorre a cada 10 minutos.


Isso reduz complexidade e amplia a estabilidade da conexão, fator essencial em locais distantes do interior do Brasil.


Quais são mudanças para o consumidor e para o Brasil?


Mais concorrência no setor

Até agora, a Starlink dominava o mercado nacional de satélites avançados. Com a chegada da SES, o consumidor passa a ter outra opção, o que pode:


  • baixar preços;

  • ampliar cobertura;

  • melhorar condições de contratação.


Avanços para políticas públicas


A internet de 1 Gbps será utilizada inicialmente em:

  • escolas públicas;

  • unidades de saúde;

  • órgãos de segurança;

  • áreas isoladas da Amazônia.


O plano é usar a tecnologia já na COP30, em Belém, onde a conectividade será crítica para operações do governo.


Limitações

Por outro lado:

  • a latência tende a ser maior que a da Starlink;

  • o preço final ao consumidor ainda não foi divulgado;

  • o serviço deve chegar ao usuário comum apenas após a fase de testes, possivelmente depois de 2026.


Quando o serviço estará disponível para o público?

A Telebras e a SES assinaram um memorando de entendimento em novembro de 2025.A fase de testes começa em 2026, e a expansão comercial ampla deve ocorrer gradualmente entre 2026 e 2027.


Ou seja, quem vive em áreas urbanas não verá mudanças imediatas. Porém, regiões que não têm fibra, 4G ou 5G podem ser altamente beneficiadas já nas primeiras implantações.

A chegada da SES ao Brasil inicia uma nova fase para a internet via satélite.


Com velocidades de até 1 Gbps, estabilidade reforçada e foco em regiões remotas, a empresa coloca pressão sobre a Starlink e fortalece a infraestrutura digital brasileira.


Se tudo correr como planejado, o país terá, nos próximos anos, mais concorrência, mais cobertura e melhores serviços — especialmente onde a conectividade ainda não existe.


Conteúdo publicado originalmente do site FDR

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