Parceria entre Telebras e empresa europeia desafia domínio da Starlink no Brasil
- Redação

- Jan 19
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A chegada de uma nova tecnologia de internet via satélite promete mexer com o domínio da Starlink no Brasil. A empresa europeia SES S.A., em parceria com a Telebras, iniciou um projeto que leva conexões de até 1 Gbps para áreas remotas, órgãos públicos e regiões sem cobertura terrestre. A proposta cria concorrência real e reforça políticas de inclusão digital, especialmente na Amazônia.
O que é a SES e por que ela está chegando ao Brasil agora?
A SES é uma das maiores operadoras de satélites do mundo. Diferente da Starlink, que usa satélites em órbita baixa (LEO), a empresa trabalha com satélites em órbita média (MEO). Assim, essa tecnologia oferece:
maior estabilidade;
cobertura ampla com menos satélites;
velocidades que podem chegar a 1 Gbps.
Além disso, a parceria com a Telebras expande um acordo que já existia no programa GESAC, usado para conectar escolas e postos de saúde em regiões remotas.
Como funciona essa internet de 1 Gbps?
A SES utiliza satélites posicionados entre 2.000 km e 36.000 km de altitude. Embora essa distância aumente a latência em comparação aos satélites LEO, a empresa afirma que o desempenho é suficiente para:
videoconferências;
telemedicina;
educação à distância;
serviços governamentais;
operações críticas em locais remotos.
A grande diferença é que a troca de comunicação entre satélites acontece apenas uma vez por hora, enquanto na Starlink ocorre a cada 10 minutos.
Isso reduz complexidade e amplia a estabilidade da conexão, fator essencial em locais distantes do interior do Brasil.
Quais são mudanças para o consumidor e para o Brasil?
Mais concorrência no setor
Até agora, a Starlink dominava o mercado nacional de satélites avançados. Com a chegada da SES, o consumidor passa a ter outra opção, o que pode:
baixar preços;
ampliar cobertura;
melhorar condições de contratação.
Avanços para políticas públicas
A internet de 1 Gbps será utilizada inicialmente em:
escolas públicas;
unidades de saúde;
órgãos de segurança;
áreas isoladas da Amazônia.
O plano é usar a tecnologia já na COP30, em Belém, onde a conectividade será crítica para operações do governo.
Limitações
Por outro lado:
a latência tende a ser maior que a da Starlink;
o preço final ao consumidor ainda não foi divulgado;
o serviço deve chegar ao usuário comum apenas após a fase de testes, possivelmente depois de 2026.
Quando o serviço estará disponível para o público?
A Telebras e a SES assinaram um memorando de entendimento em novembro de 2025.A fase de testes começa em 2026, e a expansão comercial ampla deve ocorrer gradualmente entre 2026 e 2027.
Ou seja, quem vive em áreas urbanas não verá mudanças imediatas. Porém, regiões que não têm fibra, 4G ou 5G podem ser altamente beneficiadas já nas primeiras implantações.
A chegada da SES ao Brasil inicia uma nova fase para a internet via satélite.
Com velocidades de até 1 Gbps, estabilidade reforçada e foco em regiões remotas, a empresa coloca pressão sobre a Starlink e fortalece a infraestrutura digital brasileira.
Se tudo correr como planejado, o país terá, nos próximos anos, mais concorrência, mais cobertura e melhores serviços — especialmente onde a conectividade ainda não existe.
Conteúdo publicado originalmente do site FDR



