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Reforma Tributária muda o jogo da recuperação de créditos, e quem não se preparar pode perder dinheiro

Por: Dr. Luiz Alberto Solheiro


Com a aprovação da Reforma Tributária, a lógica da recuperação de créditos fiscais começa a passar por uma transformação estrutural. Empresas precisarão rever estratégias, revisar estoques de créditos acumulados e agir com planejamento para não perder oportunidades durante a transição.


Corpo da notícia reescrito:


A recente análise publicada pelo portal jurídico Migalhas destaca que a Reforma Tributária não altera apenas a forma de cobrança dos tributos sobre o consumo, ela também impacta diretamente a forma como os créditos tributários serão aproveitados.


Com a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por novos modelos como IBS e CBS, surge uma fase de transição que exigirá atenção redobrada das empresas. Créditos acumulados no sistema atual precisarão ser corretamente apurados, organizados e, em muitos casos, homologados antes da migração completa para o novo regime.


O ponto central é que a não organização desses créditos pode significar perda financeira relevante. Empresas que acumulam créditos de ICMS, por exemplo, precisarão acompanhar como esses valores serão tratados no novo modelo e quais mecanismos de compensação serão disponibilizados.


A matéria ressalta que o período de transição será longo e exigirá planejamento técnico. A recuperação tributária deixa de ser apenas uma discussão judicial e passa a integrar o planejamento estratégico da empresa diante da nova arquitetura fiscal brasileira.


Para empresários, o recado é direto: a Reforma Tributária não elimina oportunidades de recuperação, ela redefine o cenário.


Na prática, isso exige:


• Levantamento imediato de créditos acumulados (PIS, Cofins, ICMS e outros).

• Auditoria preventiva antes da transição definitiva para IBS/CBS.

• Organização documental robusta para evitar glosas futuras.

• Planejamento societário e contratual alinhado ao novo modelo tributário.

• Avaliação do impacto da reforma na margem, precificação e fluxo de caixa.


Empresas que deixarem para revisar créditos apenas após a consolidação do novo sistema podem enfrentar limitações, discussões administrativas e até perda de direito por falhas formais.


Além disso, o momento é estratégico para revisar estruturas societárias, como holdings patrimoniais ou operacionais, garantindo eficiência fiscal e proteção de ativos no novo ambiente regulatório.


Conclusão:


A Reforma Tributária não é apenas mudança de imposto, é mudança de estratégia. Quem organizar seus créditos agora transforma transição em oportunidade. Quem ignorar, pode transformar direito em prejuízo.

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